Samarco Mineração

30/10/2006
Consumidor livre desde 2003, a Samarco Mineração nunca se arrependeu de ter tomado a decisão estratégica de aproveitar os benefícios legais para optar pelo fornecedor de energia elétrica.

A Samarco é uma empresa que opera nas áreas de lavra, beneficiamento, pelotização e exportação de minério de ferro, com a particularidade de ter 100% da sua produção voltada para o mercado internacional. O seu controle acionário é dividido em partes iguais entre a CVRD e a BHP Billiton, respectivamente a segunda e a maior mineradoras do mundo.

Segundo explicou o engenheiro Nélio Rodrigues Borges, gestor de Energia da Samarco, a conta de energia da empresa, hoje, representa entre 15% e 17% do custo das pelotas. “Temos uma forte presença no mercado internacional de pelotas de minério de ferro, no qual a nossa participação gira em torno de 20%. Assim, estamos permanentemente preocupados com a questão da competitividade dos nossos produtos”, disse Nélio Borges.

Nessa preocupação, a conta de energia elétrica assume uma importância especial, devido ao peso na composição dos preços dos produtos que a Samarco oferece ao mercado. Conforme explicou, em virtude da proporção da conta de energia em relação ao custo dos seus produtos, a empresa é quase classificada como um consumidor eletrointensivo.

De fato, a demanda de energia elétrica da Samarco é elevada. Os negócios da empresa se localizam nos estados de Minas Gerais e no Espírito Santo. Na cidade de Mariana (MG), encontra-se a unidade onde o mínério de ferro é extraído e sofre o primeiro processo de transformação, que é a concentração. Aí, a demanda alcança 73 MW.

Em seguida, o concentrado é transportado através de um mineroduto exclusivo, com 396 km de comprimento, até Ubu, no Sul do Espírito Santo, onde é feita a pelotização. No mineroduto, a demanda é de 6 MW, enquanto na unidade de Ubu atinge 75 MW. Junto à pelotizadora funciona um porto exclusivo da Samarco, que embarca as pelotas de minério de ferro para os clientes no exterior.

Nélio Borges afirmou que o interesse da Samarco pelo mercado livre de energia elétrica iniciou-se em 2002. “Assim que começaram a circular com mais destaque as informações sobre o mercado livre e os benefícios para as empresas que nele ingressassem, começamos a estudar o assunto e, já em 2003, a unidade de Ubu se transformou em consumidor livre. Dois anos depois foi a vez da mina de Mariana”, explicou.

A CMU Energia, associada da Abraceel, é a comercializadora que representa os interesses da Samarco na contabilização junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Num contrato, com vigência até 2013, englobando toda a energia necessária nas atividades de mineração, transporte e pelotização, os fornecedores da Samarco são a Cemig e a Energias do Brasil, cujas comercializadoras (Cemig Trading e Enertrade) também fazem parte da Abraceel.

Hoje, o mercado da Samarco está assim dividido: 35% das pelotas são embarcadas para a China; 30% para outros países asiáticos; 25% para a Europa e 10% vão para as Américas. Nesse contexto, Nélio Borges salienta que a opção de tornar-se cliente livre de energia elétrica foi muito acertada, por parte da Samarco. “Como a energia elétrica tem uma participação muito grande nos nossos custos e como os nossos produtos disputam o concorrido mercado internacional, temos que estar permanentemente atentos à questão da conta de energia elétrica no Brasil. Qualquer variável na energia mexe na competitividade da nossa empresa”, assinala o engenheiro Nélio Borges.

Fotos Samarco : 1. Usina de pelotização - 2. Porto de Ubu

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