Indústria de Calcinação Ltda - ICAL

Ical | 17/11/2006
Fundada em 1949 e integrante do Grupo Guimarães, a Ical faz parte do bloco que controla a Magnesita, que é a maior empresa brasileira do ramo de refratários. Hoje, o Brasil conta com aproximadamente 400 produtores de cal para finalidades industriais, entre grandes, médios, pequenos e micros, entre quais se destacam, pelo porte e volume de produção, cerca de 10 empresas.

A Indústria de Calcinação Ltda (Ical) é uma consumidora livre de energia elétrica que tem contrato assinado até 2011. Mas a empresa já incluiu no seu planejamento a iniciativa de retomar, já em 2009, as negociações para permanecer no mercado livre, pois não tem dúvidas que essa é a decisão estratégica mais correta a ser tomada., conforme a avaliação feita pelo advogado e administrador Edwaldo Almada de Abreu, vice-presidente executivo da Ical e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“Estamos absolutamente satisfeitos com a decisão de fazer parte do mercado livre de energia elétrica”, assegurou. Fundada em 1949 e integrante do Grupo Guimarães, a Ical faz parte do bloco que controla a Magnesita, que é a maior empresa brasileira do ramo de refratários. Hoje, o Brasil conta com aproximadamente 400 produtores de cal para finalidades industriais, entre grandes, médios, pequenos e micros, entre quais se destacam, pelo porte e volume de produção, cerca de 10 empresas. A Ical é a segunda maior do País, mas a primeira entre as companhias cujo capital é genuinamente nacional.

Hoje, a Ical conta com duas unidades de produção, ambas localizadas no estado de Minas Gerais: em São José da Lapa, na região metropolitana de Belo Horizonte, e no município de Pains, no Oeste mineiro. Em Mairiporã (SP), a Cobrascal – Indústria de Cal Ltda,, uma controlada integral, dedica-se à produção exclusiva de cal hidratada de alta qualidade, para atender principalmente aos clientes do Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil. A cal é um insumo essencial para variados segmentos industriais, sendo utilizada na siderurgia e metalurgia, na petroquímica, fabricação de tinta, papel e celulose, dentre outros, sem contar as aplicações na agroindústria, como a produção de açúcar e álcool, e até mesmo o tratamento do meio-ambiente e de águas e esgotos.


Unidade da Ical em São José da Lapa / MG

Edwaldo Almada de Abreu explicou que o interesse da empresa pelo mercado livre de energia elétrica começou a partir de um seminário promovido pela Cemig, em Belo Horizonte, no final de 2003. Na oportunidade (a livre comercialização dava os primeiros passos), a sua atenção ficou principalmente concentrada numa palestra feita por Bernardo Afonso Alvarenga (atual representante da associada Cemig Trading junto à Abraceel), quando foram expostos os benefícios que então se abriam para as empresas que fizessem a opção pelo ¨status¨ de consumidor livre.

Confiante nos aspectos positivos gerados pelas mudanças introduzidas no setor, a Ical então contratou a associada CMU Comercializadora de Energia (cujo representante junto a Abraceel é Walter Froes) para efetuar a migração em direção ao mercado livre. Os estudos preliminares e sua conclusão foram conduzidos pelo engenheiro Ricardo Barbi, como consultor da CMU, junto à Ical e à Cemig. Com uma demanda por energia elétrica que gira em torno de 10 MW, a Ical (que é consumidora na faixa de 138 kV) aderiu ao mercado livre e não se arrependeu.

Afinal, a participação da conta de energia elétrica numa empresa do setor de calcinação é da ordem de 6 a 7%, dependendo do tipo de forno que é usado no processo industrial. A Ical, por exemplo, possui fornos verticais e horizontais de última geração, que queimam diversos tipos de combustíveis: óleo, gás, coque e carvão. Contando com reservas de calcário calcítico e dolomítico equivalentes a 1,5 bilhão de toneladas, a Ical tem uma capacidade de produção de aproximadamente 1 milhão de toneladas por ano.

Na unidade de São José da Lapa, por exemplo, é extraído o calcário do tipo calcítico, que tem elevado índice de pureza e alto teor de cálcio, enquanto a planta de Pains dedica-se também ao fornecimento de produtos a mercados que exigem especificações rigorosas de parâmetros químicos, como flúor, fósforo e enxofre. “Para nós, é fundamental manter sempre um excelente padrão não só de qualidade, mas também de competitividade dos nossos produtos. Ser consumidor livre de energia nos permite ter um custo de energia elétrica mais adequado, fazendo com que os nossos clientes sejam beneficiados pelos preços mais competitivos. Como a cal é um insumo estratégico para quase toda a economia, o grande beneficiado é sempre o consumidor final”, argumentou o vice-presidente executivo da Ical.

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