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Carta aos Leitores
No último mês, a Abraceel divulgou os resultados da 4ª pesquisa Ibope sobre o que pensa e quer o brasileiro do setor elétrico, revelando que 7 em cada 10 brasileiros desejam a portabilidade da conta de luz.
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7 em cada 10 brasileiros querem a portabilidade da conta de luz
Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, o Comitê de Gestão Socioambiental da Câmara dos Deputados (EcoCâmara), em parceria com as frentes parlamentares em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz.
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Aneel, CCEE e Abraceel discutem varejista
A Abraceel, em conjunto com a Aneel, realizou o workshop sobre comercialização varejista no dia 21.06, na sede da agência, em Brasília. (leia mais)
PLD é pauta no setor elétrico
Ante a recente decisão da Aneel de mais uma vez determinar a republicação do PLD, desta feita referente à segunda, terceira e quarta semanas operativas de maio de 2017, após a constatação, pela CCEE, que o reajuste do CVU Estrutural para 12 usinas termelétricas vencedoras nos 20º, 21º, 22º e 23º LENs não havia realizado conforme estabelecido na regulação em vigor, a Abraceel enviou carta ao Diretor-Geral da Agência, no dia 05.06. (leia mais)
Entidades setoriais discutem aprimoramentos para o SEB
“O momento é de convergência”. Essas foram as palavras de abertura proferidas pelo presidente do conselho da CCEE, Rui Altieri, na reunião de interação com agentes e associações do setor elétrico. (leia mais)

Carta aos Leitores

Caro leitor,

No último mês, a Abraceel divulgou os resultados da 4ª pesquisa Ibope sobre o que pensa e quer o brasileiro do setor elétrico, revelando que 7 em cada 10 brasileiros desejam a portabilidade da conta de luz. Os resultados foram apresentados na Câmara dos Deputados no início de junho, durante seminário em comemoração à Semana do Meio Ambiente. Outro ponto que chamou bastante atenção foi o desejo de 89% dos brasileiros de produzirem sua própria energia. A pesquisa completa você pode conferir clicando aqui.

Infelizmente, hoje não é todo consumidor brasileiro que possui o direito de escolher o seu fornecedor de energia. Essa discussão tem sido levantada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal por meio dos projetos de lei 1917 de 2015 e 232 de 2016. Com o objetivo de debater as principais mudanças propostas pelos dois projetos, a Abraceel promoveu dois workshops durante o mês. No dia 21 de junho, juntamente com Aneel, foi organizado workshop internacional para debater a comercialização varejista de energia elétrica, com palestras de Eduardo Teixeira (Portugal) e Cecilia Maya (Colômbia). No dia seguinte, foi a vez de discutir o financiamento de projetos de geração de energias renováveis voltados para o mercado livre.

Também em junho a Aneel recebeu os agentes para sessão presencial da Audiência Pública nº 025/2017, cujo objetivo é revisar a Resolução 568 de 2013 (REN 568), a qual estabelece condições e prazos para a para que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE republique o Preço de Liquidação de Diferenças –(PLD). A Abraceel possui posicionamento contrário à republicação e, durante a sessão presencial, os agentes comercializadores deram exemplos do cotidiano de como a republicação impacta suas atividades, sensibilizando a Agência que se comprometeu a reavaliar a proposta.

Desejamos boa leitura!

Marcos Aurélio Alvarenga Pimentel Júnior
Conselheiro da Abraceel
www.abraceel.com.br

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7 em cada 10 brasileiros querem a portabilidade da conta de luz

Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, o Comitê de Gestão Socioambiental da Câmara dos Deputados (EcoCâmara), em parceria com as frentes parlamentares em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz; em Defesa de Redução do Preço da Energia Elétrica no Brasil; em Defesa da Cadeia Produtiva da Reciclagem; e Ambientalista realizaram o seminário “O Direito de Escolha do Consumidor do Futuro: Um Debate sobre Energias Renováveis, Água, Reciclagem e Portabilidade da Conta de Luz”, no dia 06.06 na Câmara dos Deputados.

Na abertura do evento, o deputado Mendes Thame (PV/SP), coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz defendeu a portabilidade da conta de luz, ou seja, o direito do brasileiro de escolher de quem comprar sua energia. Reforçou que o mercado livre de energia já existe no Brasil desde 1995, mas é limitado a grandes consumidores. Afirmou ainda que o mercado livre tem possibilitado economia substancial para esses grandes consumidores, e a ideia é expandir isso para todos os consumidores, por meio da aprovação do PL 1917/15, que garantirá esse direito a todos os brasileiros, inclusive residenciais.

O painel “Energia” teve como palestrantes Reginaldo Medeiros, o representante da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Newton José Leme Duarte, a representante do Ibope Inteligência, Patrícia Pavanelli e o jornalista do “Valor Econômico” Daniel Rittner.

Reginaldo Medeiros, em sua explanação, enfatizou os benefícios do mercado livre de energia, sua relação com a expansão das energias renováveis e também a economia gerada por esse mercado desde sua criação no Brasil. Defendeu a aprovação do Projeto de Lei 1917/2015 e do Projeto de Lei do Senado 232/2016, para que todos os consumidores tenham acesso ao mercado livre de energia. “A liberdade de escolha do consumidor já é uma realidade nas economias desenvolvidas e é de fácil implantação no Brasil”, ressaltou.

Em seguida, passou a palavra para Patrícia Pavanelli, diretora de contas do Ibope Inteligência, que apresentou o resultado da 4ª Pesquisa de Opinião Pública encomendada pela Abraceel sobre “O que quer e pensa o brasileiro do setor elétrico”. O resultado da pesquisa mostrou que 69% dos brasileiros gostariam de escolher seu fornecedor de energia elétrica, ou seja, a livre escolha é aprovada por sete em cada dez pessoas. Em relação à troca de empresa fornecedora de energia, 56% disseram que gostariam de ter essa possibilidade de troca, sendo a principal razão para essa mudança, o preço, sugerida por 63% da população. O índice dos que gostariam de gerar energia renovável em casa ficou em 89%.

O diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Príncipe Pires, defendeu o empoderamento do consumidor, de forma a possibilitar que ele possa fazer escolhas mais corretas do ponto de vista energético, ambiental e social. Segundo Pires, o Brasil deve promover a portabilidade da conta de luz, ampliar a eficiência energética e aumentar o uso de energias renováveis.

Os resultados da pesquisa IBOPE, encomendada pela Abraceel, estão disponíveis neste link

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Aneel, CCEE e Abraceel discutem varejista

A Abraceel, em conjunto com a Aneel, realizou o workshop sobre comercialização varejista no dia 21.06, na sede da agência, em Brasília. Júlio Ferraz (Superintendente de regulação econômica e estudos do mercado da Aneel) , Rui Altieri (Presidente do Conselho de Administração da CCEE) e Reginaldo Medeiros (presidente da Abraceel) realizaram a abertura do evento, destacando a importância do tema para o mercado brasileiro. Na sequência, os dois palestrantes internacionais foram convidados a fazer suas apresentações.

O Dr. Eduardo Teixeira, da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) de Portugal, expôs as principais características do mercado elétrico português, cuja liberalização se iniciou em 1999 para grandes clientes, direito que foi sendo estendido aos demais consumidores ao longo do tempo. Em 2006, todos os consumidores tinham o direito de escolher livremente seu fornecedor de energia. Teixeira abordou a separação total das atividades fio e energia pelas distribuidoras e a comercialização denominada retalhista em Portugal, da qual destacou as características principais, que dão destaque ao consumidor, entre as quais a simplificação de procedimentos, que permitem, inclusive, a rápida mudança de comercializador, o que hoje demora em torno de apenas 5 dias.

Também discorreu sobre o comercializador de último recurso, que atende aos consumidores economicamente vulneráveis, que pagam tarifa subsidiada e os procedimentos para interrupção do fornecimento a inadimplentes. Após sua palestra, ponderou que Portugal continua com vários desafios pela frente, não obstante seu desenho de mercado ser um dos mais avançados da Europa.

Em seguida, a Dra. Cecilia Maya Ochoa, da XM S.A., empresa que opera e administra o mercado elétrico da Colômbia fez sua apresentação, que abordou a evolução do mercado minorista naquele país. A XM é uma empresa que engloba as funções de operador de mercado e do sistema, em um mercado atendido em cerca de 2/3 por capacidade instalada proveniente de fontes hidráulicas e 28% de térmicas (16.700 MW, no total), sendo as renováveis ainda incipientes naquele País. Maya apontou que, na Colômbia, os consumidores livres devem adquirir sua energia exclusivamente de comercializadores, e o requisito para se tornar livre é ter consumo superior a 55 MWh/ano. Eles estão trabalhando desde 2009 para reduzir esse requisito para 10 MWh/ano. Vale notar que 69% do mercado colombiano permanece cativo. Também pontuou sobre o comercialização de última instância e apontou que a suspensão do fornecimento tem fortes restrições legais na Colômbia.

Representando a Aneel, Júlio Ferraz discorreu sobre evolução da regulação do varejista e também concordou que há risco atrelado à comercialização varejista. Rui Altieri trouxe os dados do número de agentes na CCEE, que mostram crescimento de 97% no número de agentes nos últimos 17 meses. Afirmou que a separação do mercado de atacado e de varejo é essencial para a Câmara, e por conta disso, a figura do varejista tem papel importante para o crescimento estruturado do mercado livre. Hoje, não se observa, dentro da câmara, tratamento adequado ao porte do consumidor, já que o pequeno consumidor cumpre as mesmas obrigações de uma usina de grande porte, como a de Itaipu, comentou Rui.

Quatro empresas varejistas das comercializadoras associadas à Abraceel apresentaram suas experiências no segmento. Christopher Vlavianos, da Comerc; Daniel Marrocos, da CPFL Brasil; Sergio Altieri, da Elektro, e Franklin Miguel, da Copel, apresentaram as dificuldades operacionais que tornaram a figura do varejista pouco atrativa. É unânime a preocupação dos agentes com a atual norma para o desligamento de consumidores inadimplentes. No caso de decisões liminares obtidas por representados na justiça impedindo seu corte físico o Comercializador Varejista permanece responsável pelos representados enquanto perdurar a decisão judicial. Forte ênfase foi dada sobre a necessidade de se estabelecer limites para a atuação de pequenos consumidores na CCEE. Foi mencionada também a pouca divulgação que a figura da modalidade varejista tem, sendo desconhecido de muitos potenciais consumidores e a pretensão de que a inadimplência de consumidores modelados sob varejistas seja repassada ao mercado de curto prazo.

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PLD é pauta no setor elétrico

Ante a recente decisão da Aneel de mais uma vez determinar a republicação do PLD, desta feita referente à segunda, terceira e quarta semanas operativas de maio de 2017, após a constatação, pela CCEE, que o reajuste do CVU Estrutural para 12 usinas termelétricas vencedoras nos 20º, 21º, 22º e 23º LENs não havia sido realizado conforme estabelecido na regulação em vigor, a Abraceel enviou carta ao Diretor-Geral da Agência, no dia 05.06, pela qual reforça a necessidade de aprimoramento do processo de definição do dados de entrada para os modelos de formação de preços e cobra uma decisão da Aneel que venha a impossibilitar a republicação do PLD.

De fato, como é do conhecimento de todos, ao longo dos último anos têm sido detectados pelo ONS e CCEE inúmeros erros na definição dos dados de entrada dos modelos, tais como a carga, representação usinas, etc., muitos dos quais ensejaram a republicação do PLD com base na REN 568/2013, cuja revisão está em audiência pública.

Na carta, a Abraceel destaca que a possibilidade de republicação do PLD prevista na REN 568 não resultou em aprimoramento dos procedimentos para a inserção de dados nos modelos e apenas transferiu para o mercado os efeitos dos erros no processo de formação de preços, gerando incerteza aos agentes, insegurança jurídica, impactos tributários e, principalmente, retirando a credibilidade do PLD como referência de preços do Mercado de Curto Prazo, o que prejudica o desenvolvimento do mercado, sua liquidez, a reação da demanda e até investimentos no setor.

A par de reafirmar a posição da Abraceel contrária à possibilidade de republicação do PLD, foi solicitado à ANEEL que defina plano de ação efetivo para aprimorar os procedimentos de inserção de dados nos modelos, explicite ao mercado quais as providências estão sendo tomadas e que sejam identificados os responsáveis pelos processos onde se observaram erros recorrentes.

Grupo Técnico da Abraceel discute republicação do PLD

Responsabilização pelos erros e aprimoramentos na governança e comunicação foram alguns dos temas tratados pelo grupo técnico da Abraceel, no dia 12.06, na discussão sobre a revisão da resolução normativa que trata da republicação do PLD (Ren568/2013), que está em audiência pública na Aneel. Apresentamos a seguir os principais pontos discutidos na reunião:

Manutenção da republicação
A Agência reguladora, por meio da nota técnica 048/2017 – SRG/SRM/Aneel, propõe a manutenção da premissa de republicação do PLD em caso de erro, mesmo após a solicitação de diversas entidades setoriais para que o PLD não fosse republicado, como a Abraceel e o Fórum de Associações do Setor Elétrico (FASE).

No documento, a Aneel informa que, como não foram apresentados novos argumentos, não há motivos para que a Agência mude seu posicionamento quanto à republicação do PLD.

O grupo técnico da Abraceel entende que os argumentos postos pela associação devem ser reforçados na contribuição à audiência pública, uma vez que a contra-argumentação da Aneel não esclarece os motivos para ocorrência de republicação.

Responsabilização pelo erro
O grupo técnico da Abraceel entende, assim como foi colocado na carta encaminhada pela associação ao Diretor-Geral da Aneel, Romeu Rufino, é preciso identificar os responsáveis pelos processos nos quais se observam erros recorrentes. A medida de responsabilização deve mitigar a recorrência dos erros.

Aprimoramentos na governança
Os associados destacaram que os erros, na maioria das vezes, acontecem pela falta de clareza nos procedimentos para aquisição e aplicação dos dados dos modelos de otimização. Por este motivo, é importante destacar a necessidade de aprimoramentos na governança dos modelos computacionais, por meio da estruturação de procedimentos de rede claros e robustos.

Ademais, é preciso delimitar as competências da Aneel e da Cpamp na governança dos modelos computacionais, que estão dispostas na resolução CNPE nº 07/2016.

• Deck preliminar
O deck preliminar já é publicado pelo ONS e pela CCEE na segunda-feira que antecede a reunião de planejamento mensal da operação e a Aneel propõe a regulação dessa atividade.
Atualmente, o deck preliminar não guarda qualquer compromisso com os dados que serão utilizados no deck final.

O grupo técnico entende que os dados do deck preliminar devem ser firmes para o deck final, a não ser que algum agente alegue inconsistência/atualização dos dados, o que seria amplamente divulgado pelo ONS, por meio de plataforma virtual. Esse passo seria dado após a implementação de procedimentos de rede eficientes para os dados de entrada do modelo.

• Plataforma virtual
A plataforma virtual, proposta pela Aneel para dirimir dúvidas quanto aos dados de entrada considerados no PMO, é uma ferramenta essencial na visão dos associados. Entretanto, a minuta de resolução da Aneel não traz qualquer data para a implementação da plataforma dos prazos para respostas aos questionamentos.

Todos os pontos acima elencados são necessários, independentemente da posição da Abraceel, contrária a republicação do PLD. Os pontos abaixo são postos como uma possibilidade de aprimoramento do regulamento, caso a Aneel não reconsidere sua atual posição.

A definição de erro
Atualmente, cabe à Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração (SRG) definir um evento como erro ou não. Isso restringe a interpretação sobre a republicação do PLD a uma única superintendência.

Entende-se que a regra deve ser aprimorada para que a definição de erro não fique sujeita à interpretação monocrática. É fundamental que essa definição já esteja clara na resolução e nos procedimentos de rede. Ademais, é importante que a decisão de republicação não seja dada apenas pela superintendência, mas por meio da diretoria colegiada.

Fase e CCEE discutem republicação do PLD

No dia 19.06, os Diretores Alexandre Lopes e Frederico Rodrigues e os associados Paulo Surur, da Energética, e Henrique Casotti, da Clime, representaram a Abraceel na reunião realizada na sede da CCEE, com o Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE), para tratar da AP 025/17, que versa sobre a republicação do PLD.

O Coordenador do FASE, Mário Menel, enfatizou que o esforço para evitar a ocorrência de erros deve prosseguir, sendo esse ponto importante da discussão. Os Conselheiros Rui Altieri e Roberto Castro destacaram que a Câmara considera essa a questão mais relevante, e entendem que não se deve banalizar erros quando da publicação do PLD.

A Abraceel manifestou-se favoravelmente a todos os esforços no sentido de evitar que erros continuem acontecendo quando da publicação, mas argumentou que a AP foi motivada por pedido de alteração do regulamento para impedir a republicação do PLD, e que a Associação insiste no seu pleito de eliminação de tal possibilidade, destacando o impacto que imputa aos agentes atuantes no mercado, no sobrepreço que provoca nas transações comerciais e na inexistência de motivação para republicar o preço.

Apresentados os argumentos contra a republicação por parte do Fase e manifestação das associações presentes (além da Abraceel, Abrage, Cogen, Abiape e Abradee, via teleconferência), a CCEE indicou que apresentaria publicamente seu posicionamento motivado sobre a questão.

Sessão presencial da AP 25

Atendendo ao pleito da Abraceel, a Aneel realizou no dia 29.06 a sessão presencial da Audiência Pública nº 025/2017, sobre republicação do PLD. O diretor relator, Reive Barros, fez a abertura da sessão, seguida pelas considerações da Aneel sobre a AP. No total, 14 pessoas, associações e empresas fizeram sustentações orais, sendo que a posição contrária à republicação do PLD foi unânime, as consequentes republicações, possam ser eliminadas.

As posições contrárias têm boa representatividade no setor, desde associações de consumidores livres, geradores, autoprodutores, conselho de consumidores cativos, além da própria CCEE. A posição da Abraceel, historicamente contrária à republicação do PLD, foi apresentada pelo presidente-executivo, Reginaldo Medeiros. Medeiros enfatizou que a republicação dos preços prejudica a evolução e o futuro do setor elétrico que todos almejam.

A percepção de que o modelo de formação de preços precisa ser alterado e melhorado também foi consenso entre os agentes. A falta de governança para os dados de entrada, que é a fonte principal dos erros, precisa ser combatida, para que assim, as consequentes republicações, possam ser minimizadas.

Os agentes comercializadores deram exemplos do cotidiano de como a republicação impacta suas atividades, como o refaturamentos de notas fiscais, que acarretam em prejuízos irrecuperáveis.

O diretor Reive Barros avaliou como positiva a sessão presencial, que trouxe novos argumentos à tona, e contribuiu para que o assunto seja analisado sob outra ótica pela Agência.

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Entidades setoriais discutem aprimoramentos para o SEB

“O momento é de convergência”. Essas foram as palavras de abertura proferidas pelo presidente do conselho da CCEE, Rui Altieri, na reunião de interação com agentes e associações do setor elétrico.

A reunião aconteceu no dia 13.06, em São Paulo, e contou com a participação do presidente da EPE, Luiz Augusto Barroso e do diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata. A Abraceel foi representada por Alexandre Lopes, Frederico Rodrigues e João Barreto.

O presidente do conselho da CCEE, Rui Altieri, apresentou os principais temas em discussão no momento, e destacou o bom momento entre as principais entidades setoriais. Rui pontuou que todos estão em convergência para o aprimoramento do setor. Abordando as questões pertinentes à Câmara, Altieri frisou a necessidade de se encontrar um acordo efetivo para o ACL, que tem R$1,64 bilhão em aberto por conta de 155 liminares judiciais vigentes. Segundo o presidente da CCEE, o acordo é necessário para que as liquidações do MCP voltem à normalidade.

Representando o Operador Nacional do Sistema, o diretor geral Luiz Eduardo Barata destacou as iniciativas do ONS para aprimoramento da previsão de carga, que hoje conta com mais precisão devido à participação efetiva da CCEE. Além disso, o diretor pontuou os desafios da operação, que deve contar com maior interação com os consumidores finais e maior participação de fontes intermitentes.

Luiz Barroso, presidente da EPE, trouxe as medidas que estão sendo discutidas para o desenvolvimento do setor elétrico, como a separação de lastro e energia, a descotização e a melhoria de sinais econômicos de curto prazo em preços e tarifas.

Com a abertura à palavra aos demais participantes da reunião, a Abraceel, em conjunto com a Abiape, apresentou o ponto de vista de seus associados, contrário à republicação do PLD. O material expõe os argumentos da Aneel em favor à republicação do PLD, apresentados na audiência pública nº 025/2017, que foram questionados pelos agentes setoriais.

As apresentações realizadas no encontro estão disponíveis no site da CCEE:

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EM DIA:

Abraceel recebe Paulo Pedrosa
O Conselho de Administração da Abraceel realizou,em 29.06, reunião presencial na sede da Associação, em Brasília. Atendendo a convite, o Secretário-Executivo do MME, Paulo Pedrosa, e Ruttely Marques, chefe da assessoria especial em acompanhamento de programas estruturantes do MME, participaram de almoço com os presentes e do início da reunião do Conselho de Administração, quando fez uma longa descrição das ações e planos do MME para reforma do setor energético nacional, que envolve a ampliação do mercado livre, a possibilidade de contratação de lastro em separado da energia e a revisão de subsídios, entre outros. Em seu discurso, Pedrosa destacou a defesa da lógica de mercado, a importância dos sinais de preços para a eficiência do setor e a correta alocação de riscos entre agentes e consumidores, princípios também defendidos pela Abraceel.

Abraceel apresenta estudo da PSR para Aneel, CCEE e Abiape
Durante o mês de junho, a Abraceel reuniu-se com o Diretor-Geral da Aneel, Romeu Rufino, com o Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e com a Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape) para apresentar os resultados do estudo Ampliação do Mercado Livre de Energia Elétrica desenvolvido pela PSR, cujos resultados estão disponíveis neste link.

Frederico Rodrigues discute PLD com IBDE
Atendendo a convite, Frederico Rodrigues, Diretor de Relações Institucionais da Abraceel, discutiu a proposta da Aneel de revisão da resolução que trata da republicação do PLD durante encontro da Comissão de Estudos Econômico-Financeiros do Instituto Brasileiro de Direito da Energia (IBDE). O evento aconteceu dia 29.06, em São Paulo, e também teve a exposição de Rafael D’Avila, sócio da área de energia de Mundie e Advogados.

Abraceel expõe no Ethanol Summit 2017
Reginaldo Medeiros foi expositor na edição de 2017 do Ethanol Summit, realizado pela Única, dia 27.06, em São Paulo. Medeiros foi expositor no painel que discutiu “Bioeletricidade e o Mercado Livre de Energia”, ao lado de Rui Altieri (CCEE), Alessandra Amaral (Energisa) e Daniel Marrocos (CPFL Brasil).

Associe-se à ABRACEEL

Como outras organizações empresariais, a Abraceel se esforça para atender às necessidades de seus associados nos campos institucional, técnico e político. No entanto, ao contrário de outras associações, a Abraceel também se caracteriza como um promissor ambiente de negócios, onde as empresas se conhecem e fecham contratos entre si.

A associação dispõe de um grupo técnico extremamente atuante, cujo foco está permanentemente direcionado para os aspectos regulatórios que impactam o ambiente de comercialização. Nas sextas-feiras, a Diretoria-Executiva encaminha aos associados, com exclusividade, uma newsletter eletrônica, contendo uma análise de decisões do governo e do regulador bem como um relato sobre as atividades desenvolvidas ao longo da semana e as perspectivas para a próxima. Dessa forma, os associados da Abraceel não precisam investir no complexo monitoramento político/regulatório do setor elétrico.

A governança da Abraceel é bastante simples. As empresas associadas não sofrem discriminação, do ponto de vista estatutário, e todas pagam o mesmo valor de mensalidade, com direitos iguais nas assembléias, independentemente do porte. As empresas associadas indicam os seus representantes oficiais, os quais, na assembléia geral, elegem por voto direto e secreto os oito conselheiros. Cabe aos conselheiros contratar e avaliar a performance dos integrantes da Diretoria-Executiva.

Embora originalmente tenha sido constituída como uma associação de comercializadores de energia elétrica autorizados a funcionar pela Aneel, a Abraceel, hoje, está aberta à filiação de comercializadores de energia em geral: não apenas de energia elétrica, mas, também, de gás natural, etanol e créditos de carbono, inclusive agentes de geração. Caso a sua empresa queira conhecer mais a Abraceel ou queira se filiar, entre em contato com a Diretoria-Executiva, através do e-mail abraceel@abraceel.com.br ou então do telefone 61.3223.0081.

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