arte
Carta aos Leitores
Finaliza esse mês a Consulta Pública do MME nº 33/2017, que propõe medidas legais que viabilizem o futuro do setor elétrico com sustentabilidade a longo prazo.
(leia mais)
Inscrições abertas para a Prova de Certificação de Operadores do Mercado de Energia
Os profissionais que atuam com comercialização de energia elétrica e desejam obter um diferencial competitivo de carreira, atestando a qualidade do seu trabalho, poderão realizar o exame no dia 21 de outubro em São Paulo.
(leia mais)
Consulta pública 33/2017 do MME
No dia 05.07 foi divulgada pelo MME a aguardada minuta da Medida Provisória que trata dos aprimoramentos do marco legal do Setor Elétrico. (leia mais)
MME convida setor para discutir novo modelo
A Abraceel participou de reunião com o Secretário-Executivo do MME, Paulo Pedrosa, e representantes de associações setoriais, para uma apresentação formal da proposta do novo modelo do setor elétrico. (leia mais)

Carta aos Leitores

Caro leitor,

Finaliza esse mês a Consulta Pública do MME nº 33/2017, que propõe medidas legais que viabilizem o futuro do setor elétrico com sustentabilidade a longo prazo. Para a cadeia produtiva do setor elétrico, as mudanças parecem estar no caminho correto. Entretanto, a Abraceel acredita que a abertura do mercado proposta pode ser mais célere. Estudo da consultoria PSR, encomendado pela Abraceel, mostra a viabilidade técnica para uma agenda mais agressiva de abertura de todo o mercado elétrico até 2024, em vez de apenas a alta tensão acima de 75KW em 2028, como está proposto na consulta pública.

De fato, o modelo comercial do setor está esgotado e a Abraceel vem batendo nessa tecla há anos. Defendemos a liberdade de escolha do fornecedor de energia como princípio básico para a reforma do setor, assim como acontece nos países da União Europeia, EUA, Oceania e na própria América Latina. Temos clareza que só a liberdade de escolha para todos os consumidores é capaz de reduzir o preço da energia no Brasil.

Outro destaque deste mês é a 6ª Prova de Certificação de Operadores do Mercado de Energia Elétrica, que será realizada no dia 21 de outubro, nas dependências da Escola Politécnica da USP, em São Paulo, desta vez com firme participação da CCEE. O prazo para inscrição foi aberto no dia 1º de agosto e termina em 29 de setembro.

A certificação, que é realizada pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia, (FDTE), entidade vinculada à USP, proporciona uma excelente oportunidade para os profissionais que atuam no segmento de comercialização de energia, representando geradores, consumidores livres e comercializadores de energia elétrica. Com a certificação, esses profissionais terão, de forma comprovada, o conhecimento necessário para lidar com os processos técnicos, legais, regulatórios e operativos inerentes à comercialização de energia no âmbito do Mercado Livre de Energia Elétrica.

Destaco que o Certificado de Operador de Energia (COE), além de ser assinado pela Abraceel e pela USP, também é assinado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Com validade de quatro anos, esse ano também haverá a revalidação dos certificados emitidos em 2013, cuja validade expira em dezembro deste ano. Caso o profissional não se inscreva para revalidar o seu certificado, esse perderá a validade e não poderá ser revalidado em outro ano. Para obtê-lo novamente, é preciso fazer nova prova.

Bem, aqui está um pouco do nosso trabalho desenvolvido em julho. Caso você queira conhecer mais sobre a Abraceel e seus associados, visite o nosso site (www.abraceel.com.br) ou então entre em contato através do endereço abraceel@abraceel.com.br. Estamos sempre à disposição para prestar esclarecimentos a respeito dos benefícios oferecidos pelo mercado livre de energia elétrica.

Atenciosamente,

Mikio Kawai Júnior
Conselheiro da Abraceel
www.abraceel.com.br

    » voltar para o topo

Inscrições abertas para a Prova de Certificação de Operadores do Mercado de Energia

As inscrições para a Prova de Certificação de Operadores do Mercado de Energia Elétrica estão abertas no site da Abraceel: certificacao.abraceel.com.br. Os profissionais que atuam com comercialização de energia elétrica e desejam obter um diferencial competitivo de carreira, atestando a qualidade do seu trabalho, poderão realizar o exame no dia 21 de outubro em São Paulo.

A certificação é promovida pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), em parceria com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), vinculada à Universidade de São Paulo (USP). Desde 2011, 63 profissionais já obtiveram o Certificado de Operador do Mercado de Energia Elétrica.

A prova será realizada no dia 21 de outubro, das 14h às 18h, no prédio da Engenharia Elétrica da USP em São Paulo (Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa 3, Nº 158, Butantã, São Paulo - SP). O diploma vale por quatro anos, quando, então, os profissionais devem realizar novo teste para revalidar o certificado. Em 2017 também será realizado o exame de revalidação do certificado dos candidatos habilitados no 3º Processo de Certificação, ocorrido em 2013.

O exame tem como objetivo avaliar os conhecimentos dos operadores que trabalham na comercialização de energia elétrica, envolvendo em especial as regras do setor, a legislação aplicável e as operações na CCEE. Desde o início da certificação, a CCEE presta apoio institucional e técnico na elaboração das provas. Em 2016, a Câmara de Comercialização passou a ter um papel mais ativo na iniciativa, passando a compartilhar a assinatura dos certificados emitidos.

O Manual do Candidato, com todas as informações sobre o processo, poderá ser obtido eletronicamente no site da Abraceel. O pagamento da inscrição será feito diretamente com a USP.

Inscrições: de 1º de agosto a 29 de setembro, no site da Abraceel
Investimento: R$ 1.000,00.
Prova: 21 de outubro, no prédio da Engenharia Elétrica da USP, em São Paulo (SP)

   » voltar para o topo

Consulta pública 33/2017 do MME

No dia 05.07 foi divulgada pelo MME a aguardada minuta da Medida Provisória que trata dos aprimoramentos do marco legal do Setor Elétrico. O texto foi disponibilizado no bojo da consulta pública (CP 33/2017), que receberá contribuições até o dia 17.08. Considera-se que essa oportuna iniciativa servirá para o debate qualificado e o surgimento de soluções para aquela que é a principal bandeira defendida pela Abraceel, que é a abertura total do mercado, para permitir a liberdade de escolha do fornecimento de energia elétrica a todos os consumidores brasileiros.

A reforma do modelo comercial setorial, como se sabe, é foco da Abraceel já há algum tempo, que enxerga o momento de transformação por que passa o País como oportunidade de alterá-lo, no sentido de estimular a competição e promover a eficiência e inovação. Com essa compreensão, importa lembrar que soluções para equacionar os desafios atuais para a reestruturação do setor elétrico brasileiro já foram consolidadas em estudo encomendado pela Associação à consultoria PSR, que se encontra disponível no site da Abraceel e que foi desenvolvido após o lançamento da Consulta Pública MME 21/2016.

A análise inicial da Nota Técnica 05/2017 do MME, que contém os fundamentos das alterações legais propugnadas na minuta da MP, mostra que muitas das propostas apresentadas vão ao encontro das principais teses defendidas pela Abraceel para a maioria dos quais a portabilidade da conta de luz, permanecerá vedada até 2028 ainda que sua implementação esteja aquém da velocidade pretendida por grande parte do mercado.

Em breve síntese, o MME elencou suas proposições em quatro grupos, subdivididos em questões temáticas, das quais os principais pontos são aqui destacados:

Grupo 1 – Compromissos de reforma e elementos de coesão.

- Redução dos limites para acesso ao mercado livre.

• proposta de abertura progressiva e parcial do mercado, com redução do atual limite para migração de consumidor para o mercado livre, estabelecendo imediatamente o limite de 3 MW para migração ao mercado livre convencional (eliminando o requisito
de tensão), a redução de 3MW para 2MW, em 2020; 1 MW em 2021; 500 kW em 2022; 400 kW em 2023 e 75 kW em 2028. Não há previsão para liberação a todos os consumidores, para a maioria dos quais a portabilidade da conta de luz, permanecerá vedada até 2028, embora nessa data terão decorridos 33 anos da previsão estabelecida pela Lei 9074 de 1995;

• a partir de 2018, consumidores com carga abaixo de 1 MW só poderão migrar com representação por comercializador varejista na CCEE;

• limitada comunhão de fato e de direito dos Consumidores Especiais às migrações que se realizem até o fim de 2017. A partir de 2018, as migrações somente poderão ocorrer para consumidores com carga individual acima de 500 kW, e desde que representados por comercializador varejista.

Grupo 2 – Medidas de Destravamento

• destravamento da obrigação de contratação de lastro. Dados poderes ao MME para reduzir a obrigatoriedade da contratação de lastro dos consumidores regulados e livres. Os consumidores poderão, a critério do MME, atender parte ou toda sua carga por meio de compras de energia no MCP, sem obrigação de compra
de lastro.

• possibilidade de redução de custos de transação na transmissão. Permitida a criação
de liquidação centralizada dos contratos de transmissão, de forma que todas as futuras
instalações de transmissão podem passar a ter seus contratos liquidados centralizadamente. As instalações já contratadas poderão aditar os contratos para participar do mecanismo. A CCEE poderá ser designada a centralizar essa liquidação.

- Regras comerciais para máximo acoplamento entre formação de preço e operação

• a partir de 1º/01/2020, os preços de energia no MCP deverão ser definidos em intervalos de tempo máximo de 1 hora;

• passa a ser obrigatória a disponibilização dos códigos fonte das ferramentas computacionais que dão suporte à definição do preço, operação e planejamento;

• estabelecida previsão legal para que o preço de energia no mercado de curto prazo também possa ser definido por oferta de preço, mas mantém a possibilidade da manutenção da regra atual, com base em modelos computacionais, de forma centralizada;

• passa a ser opcional a consideração do MRE na liquidação e contabilização das operações no mercado de curto prazo, por esse poder não ser mais necessário em um esquema de oferta de preços;

• incluída a previsão de contratação de serviços ancilares por esquema competitivo, ao invés de tarifa regulada, como hoje;

• estabelece possibilidade de fechamento diário de posições no MCP mediante aporte de
margem para mitigação do risco de inadimplência na liquidação.

- Possibilidade de redução de custos de transação na geração

• permitida criação de liquidação centralizada de contratos das distribuidoras, incluindo os CCEARs, as cotas de garantia física, Angra I e II e Itaipu;

• possibilitado que os próximos CCEARs sejam assinados com a representante da liquidação centralizada em nome das distribuidoras. Não há previsão para os atuais CCEARs;

• CCEE pode ser designada a centralizar essa liquidação;

• centralizadora repassará os custos de aquisição de energia para as distribuidoras pelo preço médio de contratação.

- Possibilidade de separação de lastro e energia

• passa a estar em lei o conceito de lastro de geração de um empreendimento, definido
como “contribuição ao provimento de confiabilidade sistêmica”;

• Poder Concedente será o responsável por definir o lastro de cada empreendimento e
o volume total a ser contratado de lastro para atendimento da carga do SIN;

• contratação de lastro se dará de forma centralizada e seus custos pagos por meio de encargo a ser rateado por todos os consumidores;

• Poder Concedente definirá a forma, os prazos e as condições de contratação. Não há previsão de prazo para os contratos de lastro;

• contratação de lastro considerará atributos técnicos e físicos dos empreendimentos, como confiabilidade, despachabilidade, contribuição para redução das perdas, economicidade nos custos de transmissão ou distribuição para escoamento da energia, atendimento de ponta e capacidade de regulação de tensão e de frequência;

• eliminada a contratação de energia de reserva, se implantada a contratação de lastro.

Grupo 3 – Alocação de custos e racionalização

Sobrecontratação involuntária decorrente da migração de consumidores para o mercado livre

• estende a comercialização prevista na Lei 13.360, a qualquer consumidor livre (não restringindo a área de concessão da empresa) e aos agentes de geração, comercialização e autoprodutores, por meio de mecanismo centralizado de venda de contratos;

• custos da sobrecontratação involuntária das distribuidoras provocados pela migração de consumidores ao ACL serão pagos por todos os consumidores mediante encargo cobrado na tarifa de transporte, desde que tenham sido utilizados todos os mecanismos
de ajuste pelas distribuidoras;

• resultado positivo ou negativo da venda dos excedentes contratuais licitados centralizadamente será revertido para reduzir ou aumentar os custos da sobrecontratação involuntária;

• a reversão para o encargo será limitada apenas ao montante equivalente aos excedentes considerados involuntários;

• consumidores que migrarem para o ACL após a edição da MP passarão a pagar o encargo da Conta ACR.

- Diretrizes e compromissos para fixação de tarifas

• tarifas de transmissão passam a prever o uso de sinal locacional com o intuito de assegurar maiores encargos a aqueles que mais onerem o sistema de transmissão;

• possibilitado o uso de sinal locacional no sistema de distribuição, de forma a valorar benefícios de geradores próximos a carga;

• implantação, até o final de 2021, das tarifas binômias no segmento de baixa tensão,
com a abertura das tarifas de fornecimento em tarifas de energia, de uso do sistema de distribuição e de encargos setoriais;

• vedada a cobrança da tarifa do uso pela energia consumida;

• possibilitada aplicação de tarifas diferenciadas por horário.

- Subsídios às fontes incentivadas

• para as novas outorgas, alterada a sistemática do incentivo baseada no desconto
do fio para prêmio de incentivo, calculado com base nos gastos incluídos na CDE em 2016 com essa finalidade, corrigido pelo IPCA;

• prêmio de incentivo será pago por unidade de energia produzida, em valor unitário igual para todas as fontes de geração;

• prêmio de incentivo concedido apenas até 2030, independentemente da data em que foi concedida a outorga;

• para as outorgas vigentes, mantido o direito ao subsídio por meio do desconto do fio até o fim da outorga, mas permitida adesão à nova modalidade de incentivo.

- Racionalização de descontos na CDE

• limita, a partir de 1º.01.2019, o montante financeiro da CDE utilizado na compensação dos descontos aplicados nas tarifas de transmissão e distribuição (rural, irrigação, etc.), ao dispêndio ocorrido em 2016, corrigido pelo reajuste médio das distribuidoras;

• limitação não se aplica aos descontos e prêmios concedidos para as fontes renováveis;

• revista conversão do montante financeiro em um custo unitário (R$/MWh de consumo), calculado com base no dispêndio de 2016.

- Riscos e racionalização de custos dos contratos regulados

• definida a alocação dos riscos de exposição ao MCP decorrente das decisões de despacho ao vendedor, para os contratos por quantidade, e ao comprador para os contratos por disponibilidade, como já preveem os CCEAR, se não repactuados;

• prevista possibilidade de rescisão de CCEARs por disponibilidade cujo CVU seja maior que o PLD máximo, a critério do Poder Concedente.

Grupo 4 – Medidas de sustentabilidade e desjudicialização

• reserva global de reversão para transmissão. RGR poderá destinar recursos para
pagamento do componente tarifário das TUSTs referente ao repasse das indenizações
não pagas dos ativos de transmissão da RBSE.

- Descotização e privatização

• facultado ao Poder Concedente outorgar novas concessões pelo prazo de 30 anos, sem reversão prévia dos bens vinculados;

•Poder Concedente alterará o regime de exploração para PIE, inclusive às UHEs
prorrogadas ou licitadas nos termos da Lei 12.783, em caso de privatização de empresa detentora de concessão ou autorização de geração;

• novo concessionário de concessão/autorização pagará cota da CDE igual à 1/3 do benefício econômico adicionado pelo novo contrato de concessão e bonificação pela outorga igual aos demais 2/3 do benefício econômico do contrato. O percentual do ágio incidirá também sobre a bonificação;

• ao invés de 2/3, o valor da bonificação será de 1/3, se ocorrer privatização até o final de 2019, de empresas cujas concessões foram prorrogadas ou licitadas, conforme Diretrizes estabelecidas na Lei 12.783;

• União deverá destinar parcela da receita de UHEs privatizadas localizadas na bacia do Rio São Francisco para programas de revitalização desse rio.

- Prorrogação de usinas hidrelétricas até 50 MW

• inserido dispositivo na Lei 9.074/95 que trata da prorrogação para concessões e autorizações com potência entre 3 MW (era 5 MW) e 50 MW, alterando a prerrogativa
da prorrogação antes “facultada ao outorgado” para “a critério do Poder Concedente”;

• critério de cálculo do valor da UBP deverá ser informado pelo Poder Concedente em até 180 dias (era 2 anos) antes do vencimento da outorga;

• prazos das novas concessões e autorizações de aproveitamentos hidrelétricos com potência entre 3 MW e 50 MW estabelecido em 35 anos.

- Desjudicialização do risco hidrológico

• eliminada possibilidade de haver novas repactuações do risco hidrológico, no ACR ou ACL;

• proposto acordo para o GSF do ACL com base na retroatividade do GFOM a janeiro de 2013, aplicada à parcela de energia do agente que não tenha ação judicial ou tenha desistido; renuncie a discussões futuras sobre a matéria no judiciário, extinguindo o atual processo judicial com resolução do mérito, e tenha desistido da repactuação ou não tenha repactuado o risco hidrológico;

• estendida a retroatividade do GFOM para o agente que repactuou no ACR, para a sua parcela no ACL que não foi repactuada;

• retroatividade para a parcela do ACR repactuada permitida somente mediante desistência da repactuação realizada.

   » voltar para o topo

MME convida setor para discutir novo modelo

A Abraceel participou de reunião com o Secretário-Executivo do MME, Paulo Pedrosa, e representantes de associações setoriais, para uma apresentação formal da proposta do novo modelo do setor elétrico. O encontro aconteceu na sede do ministério no dia 12.07.

Mário Menel, representando o Fase, elogiou a iniciativa de submeter o tema à consulta pública e o espaço aberto para discussão. O Secretário-Executivo do MME Paulo Pedrosa abriu a reunião com considerações gerais sobre as ações do MME, que, no seu entendimento, têm visão de mercado e sobre as propostas constantes da Consulta Pública 033/2017-MME. Esclareceu que o encontro teve por objetivo o esclarecimento das propostas às associações, o que foi feito pelo próprio Secretário-Executivo e pelo Assessor do MME Paulo Gabardo, que realizou uma apresentação sobre a Nota Técnica 005/2017.

O Secretário Pedrosa externou sua visão singular sobre os desafios atuais do setor, e pontuou como prioritário o encaminhamento de solução para eles, que são, na visão do MME, a desjudicialização do risco hidrológico (GSF), o fim de conflitos da RBSE, o parcelamento de débitos de ações pendentes de resolução (CDE e CNPE 3), desde que haja desistência da ação com renúncia de mérito, revitalização do Rio São Francisco e valorização dos ativos da Eletrobras.

Sobre as propostas, destacou alguns pontos sensíveis, que, em essência, compreendem:

Medidas de destravamento: visam retirar da Lei o que pode estar em Decretos e regulamentos, que serão feitos posteriormente. Incluem a desobrigação de contratação; comprador único e liquidação centralizada; possibilidade de separação de lastro e energia; preços horários; formação de preço por oferta.

Alocação de custos e racionalização: tratamento das sobras das distribuidoras (sobrecontratação involuntária), que envolve o compartilhamento de resultados entre todos os consumidores; incluindo custo de transição; migrante passa a pagar a conta ACR (novos encargos valem somente para os consumidores que saírem a partir da emissão da Medida Provisória);

Subsídios a fontes incentivadas: conversão do modelo atual para incentivo, novas outorgas sem desconto e com prêmio pela geração, redução de distorções no preço do mercado livre.

Abertura do mercado: a reforma proposta pela equipe do MME não prioriza esse tema, sendo que, de início, inclusive inibe a migração, posto que fixa a fronteira entre atacado e varejo em 1000 kW (pedido da CCEE), impedindo que agentes com carga inferior sejam agentes da Câmara, podendo optar livremente pelo fornecimento somente se representados por comercializador e trava a comunhão dos CEs para evitar aumento de subsídios.

O ministro Fernando Coelho Filho esteve presente na reunião. Discorreu sobre a proposta, destacando que o modelo anterior não tem mais validade, uma vez que é ineficiente. Enfatizou o compromisso de transparência do MME, afirmando que as medidas não serão tomadas sem o conhecimento prévio do mercado. Pediu apoio para que haja uma proposta consolidada ao final do processo, de forma a obter-se um texto consensual, que tenha tramitação mais expedita no Congresso Nacional.

   » voltar para o topo

EM DIA:

Abraceel discute novo modelo setorial com associados
O grupo técnico da Abraceel se reuniu, em 12.07, para discutir os potenciais impactos trazidos pelas propostas do MME na Consulta Pública 033/2017: aprimoramento do marco legal do setor elétrico. Após a breve contextualização, o presidente executivo da Abraceel passou pelos pontos que a diretoria elencou como possíveis causadores de impacto direto à comercialização de energia e que estão subdivididos pelos quatro grupos definidos pelo MME.

Grupo 1 – Compromissos de reforma e elementos de coesão
Grupo 2 – Medidas de destravamento
Grupo 3 – Alocação de custos e racionalização
Grupo 4 – Medidas de sustentabilidade e desjudicialização

Em cada um dos itens apresentados foi aberta a palavra aos associados, que contribuíram para o levantamento inicial das posições da Abraceel.

Abraceel discute novo modelo setorial com o Secretário-Executivo do MME e EPE
Em 25.07, a Diretoria-Executiva da Abraceel foi recebida pelo Presidente da EPE Luiz Barroso, para discussão dos temas relacionados ao novo modelo setorial e as contribuições da Associação à Consulta Pública 033/17-MME. Já no dia 27.07, a Diretoria-Executiva da Abraceel foi recebida pelo Secretário Paulo Pedrosa do MME, para discutir o mesmo assunto.

Revisão do procedimento arbitral
A Abraceel enviou contribuição à CCEE sobre a revisão do procedimento arbitral no dia 21.07 e a Câmara irá realizar reunião com os agentes no dia 10.08 para discutir as propostas recebidas e fechar o texto.

Consulta Pública nº 25 da Aneel
A Diretoria-Executiva da Abraceel enviou para a Aneel, no dia 03.07, a contribuição da associação à Audiência Pública nº 25, sobre republicação do PLD. O principal ponto da contribuição foi trazer o mapeamento dos inúmeros impactos negativos que a republicação do PLD ocasiona, reforçando os argumentos e a posição da Abraceel contrária à republicação. A Abraceel também colocou como fundamental a ampliação da transparência do processo de formação de preços, através da definição e divulgação ao mercado das responsabilidades, metodologias e procedimentos explícitos para a inserção dos dados de entrada nos modelos e suas alterações, permitindo a reprodutibilidade do cálculo pelos agentes de mercado e a identificação de possíveis aprimoramentos. A Aneel recebeu 22 contribuições dos agentes à referida audiência pública e, assim como na seção presencial da AP 25, todas as manifestações foram contrárias republicação do PLD. Todos os agentes também defenderam a melhoria dos processos de formação de preços, para que a ocorrência de erros seja minimizada. Nos dias 17 e 21.07, a Diretoria-Executiva da Abraceel foi recebida pelos Diretores José Jurhosa Jr. e André Pepitone da Nóbrega para tratar dos pleitos da Associação relativos à matéria.

Associe-se à ABRACEEL

Como outras organizações empresariais, a Abraceel se esforça para atender às necessidades de seus associados nos campos institucional, técnico e político. No entanto, ao contrário de outras associações, a Abraceel também se caracteriza como um promissor ambiente de negócios, onde as empresas se conhecem e fecham contratos entre si.

A associação dispõe de um grupo técnico extremamente atuante, cujo foco está permanentemente direcionado para os aspectos regulatórios que impactam o ambiente de comercialização. Nas sextas-feiras, a Diretoria-Executiva encaminha aos associados, com exclusividade, uma newsletter eletrônica, contendo uma análise de decisões do governo e do regulador bem como um relato sobre as atividades desenvolvidas ao longo da semana e as perspectivas para a próxima. Dessa forma, os associados da Abraceel não precisam investir no complexo monitoramento político/regulatório do setor elétrico.

A governança da Abraceel é bastante simples. As empresas associadas não sofrem discriminação, do ponto de vista estatutário, e todas pagam o mesmo valor de mensalidade, com direitos iguais nas assembléias, independentemente do porte. As empresas associadas indicam os seus representantes oficiais, os quais, na assembléia geral, elegem por voto direto e secreto os oito conselheiros. Cabe aos conselheiros contratar e avaliar a performance dos integrantes da Diretoria-Executiva.

Embora originalmente tenha sido constituída como uma associação de comercializadores de energia elétrica autorizados a funcionar pela Aneel, a Abraceel, hoje, está aberta à filiação de comercializadores de energia em geral: não apenas de energia elétrica, mas, também, de gás natural, etanol e créditos de carbono, inclusive agentes de geração. Caso a sua empresa queira conhecer mais a Abraceel ou queira se filiar, entre em contato com a Diretoria-Executiva, através do e-mail abraceel@abraceel.com.br ou então do telefone 61.3223.0081.

    » voltar para o topo

rodape