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Carta aos Leitores
Fim de ano é momento de renovação, de traçar novas metas e também de fazer um balanço sobre o ano que passou. Com essa intenção, a Abraceel, como faz todos os anos, se reuniu com seus associados em outubro, quando avaliamos nossa atuação em 2018 e elaboramos nossa Agenda de Defesa de Interesses, definindo as bandeiras que vamos apoiar no próximo ano
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Aneel debate futuro do mercado livre em seminário internacional sobre comercialização
No dia 05.12, foi realizado em São Paulo o seminário internacional de comercialização de energia elétrica, promovido pela Aneel. Os debates foram acompanhados por mais de 500 pessoas presencialmente e cerca de 300 pessoas pela transmissão online. (leia mais)

Reunião ONS-FASE discute preço horário, aprimoramento nos modelos e outros
A Abraceel participou, em 07.12, de reunião no ONS com o Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE). O encontro contou com a participação do diretor-geral, Luiz Barata, dos diretores Sinval Gama, Álvaro Silveira e Francisco José Arteiro, e da equipe técnica do Operador. Além da Abraceel, também estavam presentes a Abiape, Anace, Apine, Abrace, Abraget, Abragel, Abrage, Abeeólica, ABCE,
Abrate e Abdan. (leia mais)

Carta aos Leitores

Caro leitor,
Fim de ano é momento de renovação, de traçar novas metas e também de fazer um balanço sobre o ano que passou. Com essa intenção, a Abraceel, como faz todos os anos, se reuniu com seus associados em outubro, quando avaliamos nossa atuação em 2018 e elaboramos nossa Agenda de Defesa de Interesses, definindo as bandeiras que vamos apoiar no próximo ano.

Para o novo cenário que nos espera, com outro Governo e renovação de lideranças no Congresso Nacional, vamos continuar a trabalhar nas bandeiras estabelecidas pelo nosso conjunto de associadas para o ciclo 2019/22: expansão da oferta para o mercado livre, desenvolvimento do mercado e abertura total do mercado de energia. Sobre esse último ponto, vamos ingressar em 2019 com boas expectativas, já que, no ano em que o mercado livre de energia comemora 20 anos, o ministro Moreira Franco, em uma atitude inteligente e corajosa, abriu a Consulta Pública nº 63, com uma minuta de portaria que possibilita a aquisição de energia convencional por um número maior de consumidores, reduzindo a injusta reserva de mercado existente no setor elétrico brasileiro. Oxalá ele assine a portaria em favor dos consumidores e em benefício da sociedade.

A propósito, em relação à reforma setorial, após dois anos sem movimentação, o Projeto de Lei do Senado nº 232 de 2016, que procura efetivar as mudanças propostas na Consulta Pública 33/17 e concede a liberdade de escolha a todos os consumidores de energia, avançou, sendo aprovado em duas comissões na Casa. O projeto aguarda votação na última comissão, a de Serviços de Infraestrutura, sob a relatoria do senador Eduardo Braga.

Sem dúvida, o principal desafio a ser superado é a assimilação dos conceitos de eficiência e competição no setor elétrico. Hoje, o mercado livre corresponde a mais de 30% do total da energia consumida no País, sendo que só a categoria comercializadores negocia 70 GWmédios e fatura R$ 127 bilhões por ano. Esse movimento permitiu que conseguíssemos reduzir o preço da energia elétrica em média 23% para os grandes consumidores nos últimos 15 anos. Os R$ 83 bilhões de reais que reduzimos no custo Brasil é um presente para a grande indústria e o comércio – nos 20 anos do mercado livre. 80% do produto industrial brasileiro compra energia do mercado livre, com destaque para o papel das comercializadoras que criam produtos diferenciados e adaptados ao perfil do cliente eletrointensivo. Os comercializadores querem, para além de comemorar os 20 anos de sucesso do mercado livre de energia no Brasil, transformá-lo.

Acreditamos que a implantação de um mercado energético aberto, sem subsídios ou privilégios, é a melhor forma de reduzir o preço da energia no país e melhorar a competitividade da economia brasileira frente aos nossos adversários no comércio mundial. Não escrevemos documentos rebuscados, cheios de eufemismos que, em última instância, só escondem propostas para repassar custos aos consumidores e ônus aos contribuintes. Nossas propostas são simples como: (a) dar o direito de escolha a todos os consumidores como ocorre na maioria dos países do mundo; (b) assegurar a expansão da oferta e financiamento por meio da separação de lastro e energia; (c) estabelecer a formação de preços por oferta e definição de preços em bases horárias. Não podemos mais continuar com um modelo intervencionista. Deve-se estimular a competição e a inovação.

Por fim, registro meus mais sinceros votos de sucesso ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, e ao novo ministro de Minas e Energia, Almirante Bento Costa Lima Leite. Temos ciência que os desafios são inúmeros, mas o Brasil tem condições para superá-los. Também não poderia deixar de registrar meus sinceros agradecimentos aos nossos associados e conselheiros que sempre apoiam com muito empenho as ações da Diretoria-Executiva.

Feliz Natal e um 2019 cheio de energia LIVRE!

Frederico Rodrigues.
Diretor de Relações Institucionais da Abraceel
www.abraceel.com.br

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Aneel debate futuro do mercado livre em seminário internacional sobre comercialização

No dia 05.12, foi realizado em São Paulo o seminário internacional de comercialização de energia elétrica, promovido pela Aneel. Os debates foram acompanhados por mais de 500 pessoas presencialmente e cerca de 300 pessoas pela transmissão online.

Painel de abertura: O passado, o presente e o futuro do mercado livre de energia

Dando início ao evento, Rui Altieri, da CCEE, mostrou os principais números que mostram a expansão do mercado livre. Na ocasião, 58 comercializadoras no mercado e 63 em fase de adesão. Já o modelo varejista, apesar de 11 habilitados e 10 em fase de adesão, o montante comercializado por esse segmento ainda é inexpressivo, e segundo entende, o problema da inadimplência judicializada é o principal entrave ao modelo varejista. Segundo Altieri, esses números levantam um questionamento se queremos um mercado atacadista ou varejista de energia, e reforçou a posição da CCEE pela necessidade de haver uma barreira clara entre atacado e varejo, considerando que 1MW de demanda deveria ser esse limite. Além disso, reforçou a figura do agregador de medição, que reuniria todas as cargas de um mesmo agente em determinada área de concessão e passaria a ser visto como uma única carga na CCEE. Por fim, reforçou a necessidade de uma solução para o GSF.

Em seguida, Andre Pepitone, Diretor-Geral da Aneel, defendeu a abertura gradual do mercado livre, que leva a uma valorização das escolhas individuais do consumidor, colocando-o em protagonismo. Pepitone informou ainda que a Aneel enviou, no dia 04.12, resposta um facilitador da abertura, atuando para prevenir falhas de mercado. Informou ainda que a Aneel enviou no dia 04.12 resposta ao grupo de trabalho do MME, coordenado pelo Secretário de Energia, Ildo Grudtner, no qual o Regulador aponta a viabilidade da redução do limite de migração de 3 MW para 2 MW.

O estudo da Aneel mostra que essa redução teria um impacto tarifário diminuto, de apenas de 0,01% nos consumidores cativos e beneficiaria mais de 1000 consumidores que ainda são condicionados a comprar somente energia incentivada, que têm a carga agregada de aproximadamente 874 MW médios. A conclusão da Aneel e favorável à redução, a ser feita de maneira gradual, e segundo ele, o grande momento será quando a abertura efetivamente atingir aqueles consumidores com carga inferior a 500 kW.

Por fim, Pepitone apontou que será preciso estudar como será feita a expansão da geração com o crescimento do mercado livre, segundo ele, as questões da qualidade do serviço prestado, confiabilidade do abastecimento e modicidade tarifária são questões centrais na avaliação da abertura.

Encerrando o painel, o atual ministro Moreira Franco apontou que o desafio pela frente é muito grande, já que o setor foi construído baseado em uma estrutura soviética de empresas estatais, onde não há concorrência. Por fim, apontou que é preciso repensar o modelo garantindo o suprimento de uma energia limpa, barata, de qualidade, e com a perspectiva de crescimento da economia brasileira.

Painel 1: A implementação de um modelo de formação de preço por oferta: proposta e transição

O diretor da Aneel e mediador do painel, Rodrigo Limp, iniciou a discussão dos temas do dia reforçando a importância fundamental da formação de preços com a expansão do mercado livre, e que é preciso avaliar o preço por oferta. Luiz Augusto Barroso, anunciado como novo CEO da consultoria PSR, iniciou sua palestra questionando qual seria o valor econômico de cada fonte para a produção de energia. Segundo ele, esse valor da geração pode ser visualizado por curvas que são usadas hora a hora para atender a projeção da demanda, determinando compromissos para geradores e fundamental para gestão de risco.

Apontou que países que fizeram algum tipo de reestruturação no setor elétrico usam despacho por oferta de preços, ou como no caso do Vietnã e do México, um mecanismo híbrido, no qual os agentes submetem ofertas, mas dentro de um intervalo de custos auditados centralizadamente. Segundo ele, o ponto chave da discussão sobre oferta de preços no Brasil, que já se prolonga há 16 anos, desde o Comitê de Revitalização em 2001/2002, e a atribuição de responsabilidades, se será centralizada ou individualizada.

O despacho pelo custo cria uma gestão centralizada de riscos, onde o tomador de decisões vira “market maker”, o que pode comprometer os dados de entrada e criar preços descolados da realidade. Por fim, ressaltou que independente do mecanismo, se por custos ou oferta de preços, ainda será preciso utilizar os modelos computacionais.
Em seguida, Eduardo Azevedo, secretário de planejamento e eficiência energética do MME, ressaltou que posição do governo seria de reduzir burocracia e reduzir discrepâncias entre ACR e ACL. Segundo ele, a expansão do mercado inicia a discussão de como financiar a expansão via ACL, devido à imprevisibilidade de precificação para investimentos de longo prazo. Azevedo considera que não é possível fazer um decreto para abertura do mercado sem contemplar outras questões, e que já foi entregue uma proposta para a equipe de transição do novo governo.

Edvaldo Santana, da Abrace, comentou que se a oferta de preços já tivesse sido implementada como discutido no RESEB, não haveria o problema do GSF hoje. Segundo ele, as soluções do GSF em andamento na justiça resolvem o passado, mas não o futuro, que passa necessariamente por uma rediscussão do MRE. Limp, moderando o painel, questionou se a oferta de preços, que daria maior responsabilidade para as decisões individuais, tem potencial para diminuir a judicialização do setor.

Edson Silva, diretor de estratégia e regulação da Engie apontou que o despacho por oferta está na base de tudo e que o prazo de 3 anos para transição é mais que razoável. Segundo ele, são necessárias regras claras, com compatibilidade entre os reservatórios virtual e físico, com possibilidade de intervenção para evitar esvaziamento, de forma a garantir, assim, a confiabilidade do sistema. Concluiu que a concorrência está sempre a favor de quem compra, e que deve ser perseguida para o bem estar da sociedade como um todo.

Após o intervalo, o painel foi encerrado com apresentação de Richard O’Neill, da Comissão Federal de Regulação de Energia dos EUA (FERC). Segundo ele, preço justo é o preço que é acordado entre as partes. O’Neill passou por um histórico do mercado de energia americano, apontando que desde 1927 os estados da Pennsylvania, New Jersey e Maryland compartilhavam recursos de geração, o que criou o PJM. Explicou como ocorreu a crise na Califórnia entre 2000 e 2001, onde o “market design” falhou e a bolsa de energia fechou.

Segundo ele, não há um problema de “missing money” no setor elétrico, mas sim um problema de “missing market participant”, que é o consumidor. Mesmo com medidores inteligentes, se não houver também um preço inteligente, isso irá gerar ineficiências para o sistema, o que seria resolvido apenas com o consumidor participando de forma reativa a preços robustos pelo lado da demanda (“price responsive demand”).

Painel 2: Benefícios, riscos e desafios na transição para um mercado livre

Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel, iniciou sua palestra ressaltando que o evento se constitui num marco muito importante para o mercado livre, já que após muitos anos a Aneel retomou a iniciativa de discutir esse segmento. Sugeriu que o seminário acontecesse novamente em um ano, para que fosse feito um balanço sobre os avanços alcançados. Reginaldo apontou a competição como o mecanismo regulatório adequado para redução de custos para o consumidor final e que um dos benefícios do mercado livre é descentralizar decisões, limitando o poder de intervenção estatal. Segundo ele, os principais desafios para a abertura são (i) implementar de forma concatenada os vários aspectos da reforma, (ii) aprimorar a governança setorial e (iii) desenvolver um novo padrão de financiamento de empreendimentos para o setor.

Reginaldo concluiu apontando que no Brasil protelar decisões sobre abertura do mercado tem sido uma estratégia vitoriosa dos monopólios regulados e de alguns agentes beneficiados para continuar repassando aos clientes o custo das suas ineficiências.

Efrain Cruz, diretor da Aneel e moderador do painel, questionou se as instituições estão capacitadas para um novo modelo no setor. Segundo ele, é preciso levar em consideração a experiência da Califórnia, onde o desenho de mercado surgiu de uma análise política, mas não técnica. Efrain fez um contraponto, apontando que, no seu entender, o mercado regulado deu as bases de sustentação para o desenvolvimento do mercado livre. Completou dizendo que um mercado com competição arrojada, precisa de um regulador arrojado.
 
Iniciando os debates, Paulo Pedrosa, ex-secretário executivo do MME, destacou que é essencial fortalecer as instituições, em especial o regulador, e as regras de governança dos mercados devem ser pensadas para cumprir determinadas funções. Concluiu apontando que a CP 33 trouxe um conjunto de ideias de como trabalhar o mercado em benefício de todos os consumidores.

Em seguida, Joísa Dutra, diretora do centro de regulação em infraestrutura da FGV, debateu sobre como lidar com a transição dos contratos para um mercado aberto e apontou a capacitação da equipe da Aneel como um fator determinante. Segundo ela, a expansão do mercado tem sido limitada pelo modelo estabelecido em 2002, e a CP 33 justamente tentou revisitar esse modelo de contratação, caminhando para um consenso.

Roberto Castro, conselheiro da CCEE, apontou que a principal definição para o modelo setorial é com quem será alocado o risco. Segundo ele, hoje o consumidor é dono de 40% da garantia física do sistema, através de cotas, Itaipu, etc., e em contrapartida fica com 60% do risco hidrológico. Castro apontou que 70% dos contratos na CCEE são acima de 5 anos, o que mostra que o modelo de garantias rolantes permite o financiamento da expansão. Reafirmou a posição da câmara de que um consumidor livre não precisa necessariamente ser agente da CCEE – a CCEE poderia lidar somente com o atacado, com a figura do agregador de consumo e de geração. Concluiu que o empoderamento do consumidor passa necessariamente pela liberdade de escolha.
Por fim, Frank A. Wolak da Universidade de Stanford encerrou o painel palestrando sobre desenhos de mercado para promoção de preços competitivos. Segundo ele, para abrir o mercado, é necessário o preço horário e de um sistema de medição que seja capaz de acompanhar esse consumo durante dia. Para ele o despacho por preço no Brasil é ainda mais importante porque o modelo precifica errado o custo da água. Respondendo a perguntas, ele apontou que a transição para um despacho por preços deve ser de pelo menos 3 anos e que sem dúvida, os benefícios de competição no varejo superam os custos.

Encerrando o evento, o diretor da Aneel Sandoval Feitosa fez um resumo do dos principais pontos. Para ele, o despacho por preços é um caminho no processo de abertura do mercado. Apontou ainda que é preciso capturar os ensinamentos internacionais para mitigar o poder de mercado. Considera fundamental uma agência reguladora forte e bem capacitada para enfrentar os desafios que estão por vir.

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Reunião ONS-FASE discute preço horário, aprimoramento nos modelos e outros

A Abraceel participou, em 07.12, de reunião no ONS com o Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE). O encontro contou com a participação do diretor-geral, Luiz Barata, dos diretores Sinval Gama, Álvaro Silveira e Francisco José Arteiro, e da equipe técnica do Operador. Além da Abraceel, também estavam presentes a Abiape, Anace, Apine, Abrace, Abraget, Abragel, Abrage, Abeeólica, ABCE, Abrate e Abdan.

Avaliação eletroenergética do SIN

Como primeiro item da pauta, Barata fez a mesma apresentação que o Operador havia realizado no CMSE no dia anterior e que demonstra melhoria nas condições eletroenergéticas do SIN. Além da elevação dos níveis de ENA nas principais bacias do país, com destaque para as bacias do rio Grande e Paranaíba, o Operador aguarda elevação nos níveis de precipitação para os próximos meses com a previsão de chegada do El Niño. Dessa forma, Barata ressaltou que o suprimento está garantindo, não existindo qualquer risco de desabastecimento.

Leilão de potência associado à energia de reserva

Barata destacou que o Operador não é contrário ao leilão de potência associado à energia de reserva, mas que são necessários mais estudos para suportar a decisão de sua realização. Reforçando os pontos que foram objeto de contribuição do Operador na consulta pública do MME, Barata se mostrou preocupado com o custo de contratação dessa energia e reforçou que alternativas para o problema precisam ser avaliadas.

A Abraget se manifestou contrária à posição do Operador, ponderando que a situação do Nordeste é critica, argumentando ser necessária a contratação de potência para atender a região sem violação dos limites de intercâmbio.  Essa posição foi contestada por parte dos presentes e enfaticamente pelo Operador, que afirmou que não há qualquer problema no suprimento do Nordeste e que os dados públicos comprovam que não há nenhum problema grave na operação.

Integração de dados entre os sistemas do ONS e dos Agentes

Em seguida, o diretor Álvaro informou que o Operador está trabalhando na meta “ONS Digital”, que busca, entre outras questões, assegurar haja maior integração de dados entre os sistemas do ONS e os dos agentes. Destacou que foram identificadas 300 oportunidades de integração, que englobam também Aneel e CCEE, e que espera em abril do próximo ano realizar workshop com as associações, via FASE, para debater as prioridades para os agentes. Assim, sugeriu que cada segmento indicasse duas pessoas para participar desse workshop, que terá sua data definida em janeiro. Barata ressaltou que o Operador é um prestador de serviço que, como tal, precisa estar constantemente ouvindo e aprimorando seus processos e tecnologia.

Importância de Angra 1, 2 e 3 para o SIN

A Abdan informou que está em discussão no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) o modelo para conclusão de Angra 3, o qual, em princípio, permitiria ao sócio privado deter no máximo 49% do controle, não sendo necessária alteração na Constituição. A conclusão da usina é esperada para 2026. Barata elogiou a fonte, em especial a confiabilidade das usinas de Angra 1 e 2, e ressaltou que a entrada do novo Ministro, Almirante Bento, sinaliza maior importância para a fonte nuclear.

Apuração do deslocamento hidrelétrico causado pelo GFOM

O diretor Sinval informou que o ONS está trabalhando para melhorar a classificação dos seus despachos e que realizará reunião com os agentes interessados para tratar do tema.

Aprimoramentos dos modelos de formação de preços

Barata informou que os estudos do Volume Mínimo Operativo (VMOp) serão concluídos até o final desse ano e deverão ser incorporados oficialmente nos modelos a partir de 2020, permitindo um ano de acompanhamento para os agentes. Assim, os estudos serão disponibilizados tão logo sejam concluídos para oferecer maior previsibilidade e reprodutibilidade aos agentes. Questionado sobre os dados de entrada de previsão da geração eólica, o ONS informou que trabalha com o estado da arte e que o nível de erro é semelhante ao observado internacionalmente.

Preço Horário

Barata informou que espera divulgar em 7 de janeiro a versão final do Dessem com o que é considerado imprescindível para entrada do preço horário e início da operação sombra. Para isso, divulgará os dados do modelo e os resultados da operação real, permitindo a comparação por parte dos agentes.

Sobre as questões ainda em aberto, como a definição do PLD com rede/sem rede e horário/semi-horário, Barata ressaltou que a decisão cabe à Aneel e que o Operador tem pressionado para uma definição célere, para garantir maior previsibilidade aos agentes. Ressaltou, ainda, que não está definido como será calculado o CMO por submercado,tendo por base o CMO por barra.

Sobre o “Unit Commitment”, Barata informou que o das termelétricas será considerado, mas o das hidrelétricas provavelmente ainda não, e que a discussão sobre sua inclusão no preço deverá ser realizada junto à CCEE e Aneel. Barata também salientou que o previsor de carga que está sendo desenvolvido tem apresentado resultados inferiores aos previsores atuais, razão pela qual o Operador sugere sua manutenção.

Preço por oferta

A Abraceel sugeriu ao Operador a realização de um workshop para discutir o despacho por oferta de preços. Barata recebeu bem a sugestão, salientando que, na sua visão, o país caminhará inevitavelmente para esse modelo.

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EM DIA:

Contribuição TPC ANP

A Abrace e a Abraceel enviaram contribuição conjunta para a  Tomada Pública de Contribuições nº 6/2018, que tem como objetivo discutir medidas que podem estimular a concorrência e efetivar a desverticalização na indústria brasileira de gás natural, contribuindo para a abertura do mercado e para a diversificação da oferta. Nessa etapa, a contribuição focou no acesso às infraestruturas essenciais e no modelo de independência dos transportadores.

Reginaldo Medeiros recebe prêmio de “personalidade do ano” 

Reginaldo Medeiros recebeu no dia 06.12, o prêmio de “Personalidade do Ano” pela Revista Full Energy. Conhecido como o “Oscar da Energia”, a premiação é uma homenagem às personalidades e autoridades que mais se destacaram no setor energético brasileiro no último ano, e reflete o trabalho da Abraceel no ano que se encerra. Registramos um agradecimento especial aos nossos associados pelos resultados alcançados, responsáveis pela definição do trabalho que foi realizado pela equipe da Abraceel.

Abraceel participa da posse da nova diretora da Aneel

A Abraceel participou no dia 11.12 da posse da nova diretora da Aneel, Elisa Bastos.  Participaram do evento o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, o futuro ministro, Almirante Bento Costa Lima Leite, o diretor-geral da Aneel André Pepitone e os demais diretores da Aneel. Estiveram também presentes servidores da Agência, antigos e atuais dirigentes da Aneel, parlamentares, representantes de instituições públicas e privadas, autoridades governamentais, entre outros. Elisa Bastos atuava na Assessoria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério de Minas e Energia. É analista de sistemas, com Doutorado e Mestrado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp.

Abraceel entrega placas de homenagem para parlamentares

Ao longo da última Legislatura (2015-2018), a Abraceel se reuniu com senadores e deputados, com o objetivo de apresentar a associação e nossos esforços na busca por uma reforma setorial que traga eficiência, competitividade e liberdade para o consumidor de energia. Como é difícil encontrar alguém que se oponha a garantir o direito de escolha, alguns parlamentares abraçaram a causa da portabilidade e se empenharam para que a reforma fosse aprovada. Diante disso, a Abraceel esteve reunida com esses parlamentares que trabalharam pela causa, mas não foram reeleitos, a fim de agradecer a parceria dos últimos anos em favor do mercado livre de energia. No dia 11.12, a homenagem foi feita para o deputado José Stédile (PSB/RS) e, no dia seguinte, ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) e ao deputado João Fernando Coutinho (PROS/PE).

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Associe-se à ABRACEEL

Como outras organizações empresariais, a Abraceel se esforça para atender às necessidades de seus associados nos campos institucional, técnico e político. No entanto, ao contrário de outras associações, a Abraceel também se caracteriza como um promissor ambiente de negócios, onde as empresas se conhecem e fecham contratos entre si.

A associação dispõe de um grupo técnico extremamente atuante, cujo foco está permanentemente direcionado para os aspectos regulatórios que impactam o ambiente de comercialização. Nas sextas-feiras, a Diretoria-Executiva encaminha aos associados, com exclusividade, uma newsletter eletrônica, contendo uma análise de decisões do governo e do regulador bem como um relato sobre as atividades desenvolvidas ao longo da semana e as perspectivas para a próxima. Dessa forma, os associados da Abraceel não precisam investir no complexo monitoramento político/regulatório do setor elétrico.

A governança da Abraceel é bastante simples. As empresas associadas não sofrem discriminação, do ponto de vista estatutário, e todas pagam o mesmo valor de mensalidade, com direitos iguais nas assembléias, independentemente do porte. As empresas associadas indicam os seus representantes oficiais, os quais, na assembléia geral, elegem por voto direto e secreto os oito conselheiros. Cabe aos conselheiros contratar e avaliar a performance dos integrantes da Diretoria-Executiva.

Embora originalmente tenha sido constituída como uma associação de comercializadores de energia elétrica autorizados a funcionar pela Aneel, a Abraceel, hoje, está aberta à filiação de comercializadores de energia em geral: não apenas de energia elétrica, mas, também, de gás natural, etanol e créditos de carbono, inclusive agentes de geração. Caso a sua empresa queira conhecer mais a Abraceel ou queira se filiar, entre em contato com a Diretoria-Executiva, através do e-mail abraceel@abraceel.com.br ou então do telefone 61.3223.0081.

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