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Carta aos Leitores
O grande tema que tem movimentando o setor elétrico brasileiro é a Consulta Pública nº 71 do Ministério de Minas e Energia sobre adoção do preço horário.
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Abraceel e EPE discutem expansão para o ACL
O Conselho e a Diretoria Executiva da Abraceel se reuniram, em 26.04, com o Presidente da EPE, Thiago Barral, o Diretor de Estudos de Energia Elétrica, Erik Eduardo Rego, e equipe.
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ONS reafirma que preço horário entrará em 2020 em reunião com Conselho da Abracee
A Abraceel reuniu-se com o Diretor-Geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, e equipe, dia 06.05
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Para GT Metodologia da CPAMP, preço horário está bem encaminhado
A Abraceel participou no dia 09.05 da reunião de acompanhamento das atividades do GT Metodologia, no âmbito CPAMP, na sede ONS Brasília, por videoconferência.
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Aneel recebe pedido da Abraceel para ter assento no Conselho do ONS
O Diretor-Geral da Aneel, André Pepitone, e grande equipe receberam a Abraceel no dia 17.05, para discussão de vários temas de interesse do mercado livre.
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CNPE deverá aprovar em junho medidas para o novo mercado de gás
A CCEE realizou, em 22.05, workshop para apresentar propostas relativas à segurança do mercado. O evento teve a participação do MME, Aneel e de mais de 500 especialistas do setor. A Abraceel foi representada pelo diretor técnico Alexandre Lopes e por diversos conselheiros e associados presentes no encontro.
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Carta aos Leitores

Caro leitor,

O grande tema que tem movimentando o setor elétrico brasileiro é a Consulta Pública nº 71 do Ministério de Minas e Energia sobre adoção do preço horário. Essa questão é uma das bandeiras estratégicas da Abraceel, na medida em que enxergamos que essa mudança trará ganhos de eficiência, viabilizará novas oportunidades de negócios e auxiliará na precificação de atributos fundamentais para expansão do sistema elétrico em bases competitivas, beneficiando toda a sociedade brasileira.

Nós somos favoráveis à implantação do preço horário com sustentabilidade e segurança para os diversos agentes, devendo ser atendidas previamente a sua adoção as características de previsibilidade e reprodutibilidade na formação do preço com os novos modelos computacionais. Assim como nossas outras pautas, defendemos a modernização do modelo de forma sustentável, assegurada a transição que garanta segurança e previsibilidade.

Nessa esteira, temos defendido que sejam solucionadas alguns entraves, como por exemplo, a definição do PLD sem rede e horário, a disponibilização do modelo de previsão de cargas e acesso de todos os agentes ao SGI (Sistema de Gestão de Intervenções) e F-SARH (Formulários de Solicitação de Atualização de Restrição Hidráulica). Detalhamos esse tema ao longo dessa edição da Conexão Abraceel.

Ao longo do mês de maio, nossa Associação também atuou em defesa da abertura do mercado de gás natural, tema de audiência pública que participamos na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, colegiado que atualmente discute uma nova regulação para o setor por meio do PL 6407 de 2013. Sobre esse tema, a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) está discutindo a modernização e a regulamentação dos serviços de distribuição e comercialização do gás natural para consumidores livres no estado. Acreditamos que o momento é bastante adequado para a discussão, principalmente em razão do “Novo Mercado de Gás”, programa coordenado pelo Ministério de Minas e Energia que exigirá a modernização da regulamentação estadual para que a abertura do mercado ocorra em toda a cadeia e possa trazer benefícios para os consumidores finais.

Caso você tenha interesse em conhecer mais sobre a Abraceel e as empresas que dela fazem parte, peço, por gentileza, que entre em contato com a Diretoria Executiva, através do endereço abraceel@abraceel.com.br. Estamos permanentemente à disposição para prestar esclarecimentos a respeito da Abraceel, das empresas associadas e do mercado livre.

Atenciosamente,

Daniel Marrocos
Conselheiro da Abraceel
www.abraceel.com.br

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Abraceel e EPE discutem expansão para o ACL

O Conselho e a Diretoria Executiva da Abraceel se reuniram, em 26.04, com o Presidente da EPE, Thiago Barral, o Diretor de Estudos de Energia Elétrica, Erik Eduardo Rego, e equipe.

No início da reunião, o presidente da EPE, Thiago Barral, destacou a reestruturação interna da empresa, com a posse do novo Diretor de Estudos de Energia Elétrica, Erik Eduardo Rego (ex sócio diretor da Excelência Energética), que coordenará os estudos relativos ao setor elétrico.

Representando o Conselho da Abraceel, o presidente Ricardo Lisboa apresentou a composição do novo Conselho da associação, destacou o papel construtivo da associação para contribuir com a reforma do setor e ressaltou a importância da aproximação com a EPE.

Na sequência, Reginaldo Medeiros reafirmou que a Abraceel está alinhada com a CP 33 e destacou as principais bandeiras do planejamento estratégico da Abraceel:

  1. Ampliação do Mercado;
  2. Formação de Preços;
  3.  Expansão da Oferta; e
  4.  segurança do Mercado.

Separação Lastro x Energia

Thiago Barral apresentou a visão da EPE em relação à proposta de separação lastro x energia. Afirmou que é necessário quantificar os requisitos do sistema e identificar os atributos requeridos para garantir o suprimento à demanda e, após o mapeamento, definir os produtos/serviços e respectivos mercados e mecanismos de contratação (encargo de lastro ou sinal de preço via mercado). Na visão da EPE, a redução das tarifas e preços no setor elétrico se dará pela expansão ótima da matriz de geração e pelo correto desenho de mercado, com adequados sinais de preços e alocação de riscos entre os agentes.

Em relação ao leilão de lastro, foi discutida a oportunidade de se fazer um estudo técnico para modelar o formato do leilão em relação aos seguintes aspectos:

  • Modelo de contratação dos atributos;
  • Possibilidade de Leilão concomitante de Lastro e Energia (ACR e ACL);
  • Financiabilidade dos Projetos; e
  • Tratamento para os contratos legados.

A Abraceel também destacou a necessidade de discutir com antecedência temas importantes que impactam diretamente a necessidade futura de lastro para o setor, como o término dos CCEARs de usinas termelétricas a óleo e diesel a partir de 2022 e o modelo de comercialização da energia de Itaipu após 2023.

A EPE esclareceu que está em estudo pela EPE e ONS a revisão do atual critério de suprimento (CMO=CME limitado a risco de déficit de 5%), o qual poderá passar a incluir também um critério de potência/ponta (e não apenas de energia). Deverá ser aberta uma CP sobre o tema pela CPAMP ainda em 2019.

Expansão para o ACL

Na sequência, foi discutida a expansão da oferta de geração diretamente para o mercado livre, que tem se intensificado nos últimos anos.

Foi discutida a oportunidade de se trabalhar em um estudo técnico sobre a expansão para o ACL, que deveria abordar os seguintes temas:

  • Modelo de Financiamento: Project Finance (PPA, rolante), Corporate Finance, etc.;
  • cases de sucesso;
  • avaliar pontos de falta de isonomia na expansão para o ACL e ACR;
  • alteração nas condições de mercado: sinais de preço, taxa de financiamento BNDES, CAPEX das fontes, etc.

A EPE destacou que, mesmo se equacionada a questão da expansão para o mercado livre, a contratação de Lastro é um mecanismo importante para direcionar a expansão da matriz e contratação dos atributos necessários.

Formação de Preços por Oferta (Bid de preços)

A EPE defendeu a formação de preços por oferta, porém apontou a necessidade de aprofundar os estudos e ampliar a discussão com o mercado, destacando que a alteração do modelo de formação de preços para Bid não é um ponto crítico que inviabilizaria a reforma do setor.

Em relação ao tema, a Abraceel destacou a necessidade de avaliar a modelagem do Bid de usinas hidrelétricas que repactuaram o risco hidrológico e a preocupação com o poder de mercado, principalmente em relação ao modelo de privatização da Eletrobras e da comercialização da energia de Itaipu pós 2023.

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ONS reafirma que preço horário entrará em 2020 em reunião com Conselho da Abraceel

A Abraceel reuniu-se com o Diretor-Geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, e equipe, dia 06.05, para tratar da seguinte pauta:

Participação da Abraceel no conselho do ONS

O pleito é uma antiga reivindicação dos comercializadores que sempre foi rechaçada pelo ONS, com o argumento que o Conselho de Administração do órgão é um fórum para tratar exclusivamente de temas administrativos. A Abraceel mencionou na reunião que há um parecer favorável à participação dos comercializadores no Conselho do ONS, o qual foi assinado pela Procuradoria Federal da Aneel. O ONS argumentou que o momento não é oportuno por ter o setor temas mais relevantes a tratar. Finalizando o tema, a Abraceel disse ao ONS que o assunto seria debatido no Conselho da Associação, que proporia o melhor encaminhamento do pleito junto à Aneel.

Governança do PMO/PLD

A Abraceel agradeceu ao ONS pelo empenho em ampliar o acesso às informações do PMO/ PLD, o que foi consolidado por meio da Resolução Aneel nº 843, em particular o portal centralizado que contém todas as informações. A Abraceel informou que está mapeando os pontos que merecem aprimoramento nos procedimentos expressos na nova resolução, bem como eventuais dados que necessitam amplo acesso por todos os agentes de mercado.


Preço horário

Em seguida, foram discutidos os avanços nos aprimoramentos dos modelos de formação de preços horários. Barata informou que o ONS trabalha para finalizar todo o processo, visando permitir a implantação do preço horário em 2020. Com a abertura da Consulta Pública nº 71, segundo o ONS, será possível definir os temas que ainda necessitam de decisão para implantação da medida. A Abraceel ressaltou que é muito importante que os agentes de mercado tenham todas as informações disponíveis o mais rapidamente possível, principalmente para avaliar os impactos da decisão sobre o processo de contratação de energia.

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Para GT Metodologia da CPAMP, preço horário está bem encaminhado

A Abraceel participou no dia 09.05 da reunião de acompanhamento das atividades do GT Metodologia, no âmbito CPAMP, na sede ONS Brasília, por videoconferência.

Preço horário

Os avanços para a implantação do preço horário em 2020 foram abordados no início da reunião. Para o GT Metodologia, composto pelo MME, Aneel, EPE, CCEE e ONS, o andamento da implementação do DESSEM está bem encaminhado, com a Consulta Pública nº 71 do MME já em aberto e o cronograma de atividades avançando próximo do esperado.

Enquanto houve poucos dias em que não foi divulgado o CMO sombra, o PLD sombra foi divulgado apenas até 31.03, sendo que a CCEE está trabalhando para divulgar os resultados do mês inteiro de uma vez. Os modelos ainda estão em fase de estabilização e estão sendo realizados aprimoramentos na representação do Norte. O Unit Commitment ainda tem questões em aberto, como o pagamento pela rampa e os critérios para atualização dos parâmetros pelos agentes termelétricos, mas entrará no modelo. Quanto à questão do com rede e sem rede, o GT Metodologia sugere o modelo sem rede, que na análise comparativa dos resultados apresenta vantagens em termos, por exemplo, de previsibilidade e menor tempo computacional. Os participantes da reunião ressaltaram, no entanto, que essa definição deveria ser guiada por questões conceituais ao invés de drivers numéricos, e questionaram a metodologia com rede que propõe a ponderação do PLD em relação à carga de cada barra.

Outro ponto em aberto diz respeito ao PLD horário e o seu cálculo com base no CMO semi-horário. Para a definição do PLD horário, o GT Metodologia está sugerindo a média ponderada pela carga, mas os participantes da reunião argumentaram que isso pode trazer riscos não gerenciáveis, já que a carga tem muitos elementos heurísticos e questionamentos dos agentes em relação ao acesso aos modelos e reprodutibilidade dos cálculos pelos agentes.

Representação hidrológica

Esta atividade do GT Metodologia busca investigar as possíveis relações das anomalias na representação hidrológica com a variabilidade dos índices climáticos. Hoje, é sabido que há uma redução considerável das ENAs no Nordeste, sendo que desde 1993 a MLT nesse submercado é de aproximadamente 75%. Também houve um aumento das vazões no Sul desde meados da década de 70. Conforme o cronograma de atividades bianuais, o GT Metodologia fez simulações de como seria a representação com um histórico menor – hoje o histórico oficial das séries de vazões é desde 1931. Reduzindo o histórico, seria considerado uma maior disponibilidade de ENA no Sul e parte do Sudeste, o que faria com que o Newave favorecesse a geração hidráulica. No entanto, a ocorrência de vazões reduzidas nos últimos anos nas bacias com os principais reservatórios não permitiu o enchimento ou recuperação significativa de armazenamento, sendo que a prioridade agora seria priorizar o armazenamento.

O GT Metodologia também destacou que não está claro se essas anomalias seriam uma mudança estrutural ou fazem parte de um ciclo de longa duração. Por isso, o GT sugere que seja mantido o histórico atual e seja aberto um P&D para continuação dos estudos. Além disso, o tema continuará em estudos para o ciclo 2019/2020 e uma das questões que serão avaliadas é a atribuição de pesos aos últimos anos, de maneira que a geração de cenários seja direcionada para o comportamento atualmente verificado, evitando, assim, o descarte de dados históricos.

Volatilidade do CMO

Outro ponto em estudo pelo GT Metodologia é a tentativa de mitigar causas não-intrínsecas de volatilidade do CMO, o que envolve principalmente a geração de cenários de afluências, dado que a principal causa de volatilidade é  a representação hidrológica. Como tentativa de solução, o GT avaliou a possibilidade de supressão da redução automática da ordem do modelo PAR(p), mas os resultados não apresentaram potencial de mitigação da volatilidade não-intrínseca, além da possibilidade de cortes indesejáveis na função de custo futuro. Também foi avaliada a utilização de correlação espacial de ENAs em base mensal ao invés de anual. Nesse caso, também não foi identificado potencial de mitigação da volatilidade não-intrínseca, mas os resultados trouxeram redução dos patamares de preços e uma representação mais próxima da realidade, visto que o dado de entrada passa a ter a mesma discretização mensal do modelo. Com isso, o GT Metodologia sugere a sua adoção a partir de 2020. Finalmente, o GT ressaltou que  a volatilidade do CMO é intrínseca à sua formação e que irão continuar aprofundando os estudos.

VMOP

Com relação ao Volume Mínimo Operativo (VMOp), o GT Metodologia afirmou que aprimorou a proposta e sugere a sua consideração no modelo a partir de 2020 como mecanismo adicional de segurança, através da representação de curvas com VMOPs durante todos os meses do horizonte de 5 anos do Newave   - hoje o VMOP está apenas em novembro - com os seguintes valores de forma constante: 10% EARmáx para o Sudeste, 30% para o Sul, 22,5% para o Nordeste e 10,7% para o Norte. O GT também sugere a definição de penalidade associada à violação desses níveis de armazenamento com base no maior CVU do deck e com aplicação no mês de novembro de cada ano.

Variabilidade Amostral

No que se refere à tentativa de melhorar a qualidade da árvore de cenários, de forma a reduzir a variabilidade amostral, o GT Metodologia sugere a consideração, a partir de 2020, de metodologia de reamostragem dos cenários forward, alteração do representante dos agrupamentos dos ruídos do processo de geração de cenários, com consideração do centroide, e revisão do critério de parada com no mínimo 30 interações, ao invés do critério atual que considera 3 interações.

CVaR

Com base nos aprimoramentos propostos (variabilidade amostral, VMOp e correlação espacial mensal de ENAs), o GT Metodologia está reavaliando os parâmetros do CVaR e deverá submeter o tema para consulta pública, juntamente com as demais propostas, lembrando que a decisão da Cpamp deve ser adotada até 31 de julho de 2019. Por fim, a Aneel externalizou que, com todas essas novas implementações nos modelos, a reparametrização do CVAR precisa considerar vários fatores, inclusive o GSF. A Aneel irá analisar os impactos tarifários para buscar um parâmetro que acomode bem os vários objetivos propostos. Dúvidas sobre as atividades desenvolvidas pelo GT Metodologia podem ser encaminhadas para cpamp.gt.metodologia@epe.gov.br

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Aneel recebe pedido da Abraceel para ter assento no Conselho do ONS

O Diretor-Geral da Aneel, André Pepitone, e grande equipe receberam a Abraceel no dia 17.05, para discussão de vários temas de interesse do mercado livre.

De início, informado pelo Presidente Executivo Reginaldo Medeiros que seria homenageado pelos Comercializadores por seus esforços em prol do mercado livre, Pepitone agradeceu e confirmou sua presença no jantar de homenagem.

Na sequência, a Abraceel pediu-lhe apoio para que o Ministério de Minas e Energia prosseguisse com a redução da reserva de mercado para a energia incentivada e estabelecesse com antecedência a redução dos novos limites para consumidores tornarem-se totalmente livres, dando continuidade à Portaria 514 e assim pondo fim às restrições existentes para os consumidores até 500 KW. Pepitone prometeu estudar o assunto internamente, ressaltando a necessidade de haver cuidado com a expansão da geração. Seguindo esse raciocínio, Reginaldo reivindicou que a regulação previsse que consumidores que investissem na própria geração e assim realizassem seu esforço para a expansão da oferta de energia ao sistema por meio da geração distribuída fossem considerados automaticamente livres.

Também foi reforçado o pedido para que a regulamentação em gestação pela Agência estabelecesse a possibilidade de venda de excedentes de geração distribuída. O DG também prometeu analisar esse pleito.

Seguiu-se debate sobre os limites do PLD, objeto de workshop realizado pela Aneel no dia 15.05 passado, em que Reginaldo Medeiros participou como palestrante. A Abraceel aproveitou para entregar em mãos do Diretor arquivo contendo o estudo elaborado a pedido da Abraceel em 2015 pela Excelência Energética, denominado “Avaliação dos impactos da interferência do setor público na esfera microeconômica – política de preços máximos no mercado de energia elétrica” e que expõe claramente a posição dos comercializadores sobre o assunto.

O grande destaque da reunião foi a entrega de requerimento administrativo à Aneel para que a Agência estabeleça a determinação para que os agentes de comercialização tenham assegurada uma posição no Conselho de Administração do ONS. O pedido tem por base parecer jurídico emitido pela Procuradoria Federal que sumariza haver previsão para que os comercializadores integrem o ONS, por ser desnecessário que esses estejam conectados à rede básica e porque os comercializadores são titulares de autorização que se encontram vinculados aos serviços e às instalações de energia. Em breve síntese, a PF/Aneel afirma que os comercializadores de energia podem ser representados no Conselho de Administração enquadrando-se na categoria consumo.

No pedido, a Abraceel acrescenta que é a única categoria de agentes setoriais sem assento no ONS, o que se afigura ofensivo aos princípios da isonomia, da livre competição e da livre concorrência. Também torna evidente que o artigo 13 da Lei 9.648/98 claramente estabelece que os titulares de autorização devem integrar o ONS e o artigo 8º, parágrafo único, do Decreto 5.081/04, denota que os agentes comercializadores, tais quais os agentes de distribuição, devem participar do ONS como representantes da categoria consumo.

O Diretor mostrou-se sensibilizado pelo pleito, que por se tratar de um pedido administrativo, será analisado pela Agência e devidamente respondido, dentro dos trâmites legais e regulatórios.

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CNPE deverá aprovar em junho medidas para o novo mercado de gás

A Abraceel participou em 20.05 da reunião do Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural do Brasil que busca propor medidas para o “Novo Mercado de Gás” e que é composto pelos Ministérios da Economia e de Minas e Energia, CADE, ANP e EPE. Também estavam presentes representantes da Casa Civil e de associações relacionadas ao tema.

Durante a reunião, a Abraceel reforçou a necessidade de urgência na aprovação das medidas, ressaltando a importância de o Governo manter intenso diálogo com os agentes, com periódica avaliação sobre a possibilidade de acelerar a transição para o mercado concorrencial. Dentre as etapas necessárias para a criação do novo mercado de gás, a Associação reforçou a necessidade de:

I. Implementação de mecanismos de liberação de gás natural – “gas release” e “capacity release”;

II. Adoção do modelo de Entrada-Saída no transporte, com alteração da regra tributária de fluxo físico para fluxo contratual, definição dos códigos de rede e adequação dos contratos vigentes;

III. Operação independente e integrada do sistema de transporte, com livre acesso aos gasodutos;

IV. Acesso transparente e não discriminatório às infraestruturas de escoamento, processamento e regaseificação;

V. Harmonização entre as regulações estadual e federal, por meio de adoção de dispositivos de abrangência nacional, objetivando a adoção das melhores práticas regulatórias; e

VI. Fortalecimento da ANP.

Após manifestação das associações, os representantes do Ministério da Economia confirmaram que o governo pretende aprovar duas medidas de caráter voluntário para incentivar à adesão dos estados. A primeira no âmbito do Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF), no qual estados com rating C poderiam utilizar garantias do Tesouro em operações de crédito, e a segunda em um programa de fortalecimento fiscal dos estados, no qual haveria a transferência de recursos do fundo social.

Em ambas, espera-se que os estados comprometam-se a adotar boas práticas regulatórias para o mercado de gás natural. Além disso, as medidas devem ser aprovadas pelo Congresso Nacional, mas não se vislumbra grande resistência na sua aprovação, segundo membros do governo, em razão do interesse dos estados. Ao final, os representantes do MME informaram que o CNPE deverá aprovar em junho as primeiras medidas para o novo mercado de gás, o que deverá ser feito nos mesmos moldes da concorrência no segmento do refino, recentemente aprovada pelo Comitê, e solicitaram apoio dos agentes a elas.

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EM DIA:

Abraceel participa de workshop

A Abraceel participou, em 17.05, do Workshop “Atração de Investimentos: as reformas setoriais de gás natural e saneamento”. O encontro foi coordenado pela FGV/CERI e teve a participação de representantes do MME, ME, ANP, além da Abraceel, IBP, Petrobras, Naturgy, Cegas e diversos especialistas de ambos setores. Foi destacada a importância da reforma do setor de gás natural para atrair investimentos e promover a concorrência, com base nos principais temas propostos no programa Gás para Crescer, cujas medidas estão sendo desenvolvidas no âmbito do Comitê de Promoção da Concorrência: acesso às infraestruturas essenciais, modelo de entradas e saídas para o transporte, operação independente do sistema, liberalização do mercado e medidas de desconcentração (gas/capacity release). Durante o debate foram abordadas questões chave para a reforma do setor de gás, como a separação clara entre a comercialização da molécula e o serviço local de gás canalizado, a importância do consumidor livre e a necessidade de definição do número de submercados (zonas). Também foi enfatizada a necessidade de avanços no modelo tributário para permitir o desenvolvimento do mercado. A FGV está finalizando um estudo que quantifica os impactos da reforma dos setores de gás e aponta ganhos para as distribuidoras e Estados e redução do preço final para o consumidor com a abertura do mercado de gás.

Abraceel participa de Audiência Pública sobre gás

Reginaldo Medeiros representou a Abraceel na Audiência Pública realizada pela Comissão de Minas e Energia, no dia 22.05, para debater o PL 6407 de 2013, que propõe uma reforma no setor de gás. Em linhas gerais, todos os expositores foram favoráveis à abertura do mercado de gás. Na sua apresentação, Reginaldo enfatizou a necessidade de urgência na aprovação da matéria, cuja tramitação vem sendo protelada pela força do monopólio, e destacou alguns dos pontos mais relevantes do projeto:

• Acesso transparente e não discriminatório aos gasodutos de escoamento, unidades de processamento e terminais de GNL;

• Adoção do Modelo de Entrada-Saída em todo sistema de transporte;

• Operação independente e integrada da malha;

• Harmonização entre as regulações estadual e federal, por meio de adoção de dispositivos de abrangência nacional.

Participantes do Energy Solutions calculam economia na conta de luz em simulador da Abraceel

A Abraceel disponibilizou um simulador para os participantes da feira de negócios Energy Solutions Show calcularem sua economia, caso tivessem a liberdade de escolher o seu fornecedor de energia, como acontece com os consumidores que estão no mercado livre. O evento foi realizado nos dias 28 e 29.05 em São Paulo e contou com  soluções, inovações e tecnologias voltadas para a cadeia produtiva e para a cadeia de consumo de energia. Também lançamos a nova edição da nossa Cartilha Mercado Livre de Energia Elétrica – um guia básico para consumidores potencialmente livres e especiais, que pode ser acessada no nosso site: http://www.abraceel.com.br/archives/doc/Cartilha_Mercado_Livre_Digital.pdf.

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Associe-se à ABRACEEL

Como outras organizações empresariais, a Abraceel se esforça para atender às necessidades de seus associados nos campos institucional, técnico e político. No entanto, ao contrário de outras associações, a Abraceel também se caracteriza como um promissor ambiente de negócios, onde as empresas se conhecem e fecham contratos entre si.

A associação dispõe de um grupo técnico extremamente atuante, cujo foco está permanentemente direcionado para os aspectos regulatórios que impactam o ambiente de comercialização. Nas sextas-feiras, a Diretoria-Executiva encaminha aos associados, com exclusividade, uma newsletter eletrônica, contendo uma análise de decisões do governo e do regulador bem como um relato sobre as atividades desenvolvidas ao longo da semana e as perspectivas para a próxima. Dessa forma, os associados da Abraceel não precisam investir no complexo monitoramento político/regulatório do setor elétrico.

A governança da Abraceel é bastante simples. As empresas associadas não sofrem discriminação, do ponto de vista estatutário, e todas pagam o mesmo valor de mensalidade, com direitos iguais nas assembléias, independentemente do porte. As empresas associadas indicam os seus representantes oficiais, os quais, na assembléia geral, elegem por voto direto e secreto os oito conselheiros. Cabe aos conselheiros contratar e avaliar a performance dos integrantes da Diretoria-Executiva.

Embora originalmente tenha sido constituída como uma associação de comercializadores de energia elétrica autorizados a funcionar pela Aneel, a Abraceel, hoje, está aberta à filiação de comercializadores de energia em geral: não apenas de energia elétrica, mas, também, de gás natural, etanol e créditos de carbono, inclusive agentes de geração. Caso a sua empresa queira conhecer mais a Abraceel ou queira se filiar, entre em contato com a Diretoria-Executiva, através do e-mail abraceel@abraceel.com.br ou então do telefone 61.3223.0081.

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